Deputado bolsonarista é denunciado ao STF por forjar atentado contra si próprio

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Deputado teria forjado um atentando contra si próprio - Foto: Divulgação/Assessoria
Deputado teria forjado um atentando contra si próprio - Foto: Divulgação/Assessoria
  • PGR considerou que Loester Trutis não sofreu o atentado que havia relatado no ano passado

  • Segundo a investigação, o deputado e seu assessor simularam uma emboscada

  • O parlamentar foi acusado de comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o deputado federal bolsonarista Loester Trutis (PSL-MS). Ele é acusado de ter forjado um atentado a bala contra si próprio.

De acordo com informações do G1, Trutis está sendo acusado de comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo.

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Em fevereiro do ano passado, Trutis alegou que foi vítima de um atentado na Rodovia BR-060, entre Sidrolândia e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na época, o deputado afirmou que ele e seu assessor, Ciro Fidelis, haviam sido alvo de tiros.

Trutis chegou a postar fotos da suposta emboscada nas redes sociais e denunciou o ocorrido à Superintendência da Polícia Federal.

Trutis exibiu imagem de seu veículo após o falso atentado - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Trutis exibiu imagem de seu veículo após o falso atentado - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Após investigação, porém, a PF concluiu que não houve crime. E mais: os disparos realizados no automóvel foram feitos por Trutis e Fidelis.

“O que de fato ocorreu foi uma verdadeira simulação de tentativa de homicídio, na qual o parlamentar (A) e seu assessor (B), portando irregularmente arma de fogo de uso permitido, efetuaram disparos em via pública (estrada vicinal adjacente à Rodovia BR, 060) contra o veículo”, aponta o parecer do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros.

O STF, agora, analisará a denúncia feita pela PGR. Caso a acusação seja recebida, Trutis passará a ser réu no processo. Não há data determinada para que isso ocorra.

Motivação teria sido política

A PGR considerou que o deputado teria bolado a falsa emboscada para tentar beneficiar-se politicamente da situação. Ele é defensor do armamento da população e garantiu, na época, que só saiu salvo do suposto atentado porque reagiu.

“Assim, considerando que o porte de arma é uma pauta política defendida intensamente pelo deputado Loester Trutis; o parlamentar, ao noticiar o episódio, atribui ao porte de arma a ausência de lesões e, até mesmo, o escape da ‘morte’; e, ainda, ele aduz ter sido ‘vítima’ em razão de embates políticos no Estado de representação, vislumbra-se a conexão dos fatos apurados com a atividade parlamentar”, diz a PGR.

Trutis foi eleito em 2018, está em seu primeiro mandato e é um apoiador declarado das posições defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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