Deputado Daniel Silveira coloca tornozeleira eletrônica na sede da PF

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O deputado Daniel Silveira foi preso no ano passado após ataques aos STF. Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images.
O deputado Daniel Silveira foi preso no ano passado após ataques aos STF. Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images.
  • O deputado cedeu após Moraes estabelecer multa diária

  • Daniel Silveira é investigado por vídeo em que ataca o STF

  • Ele chegou a dormir na Câmara para não colocar aparelho

O deputado federal Daniel Silvera (União Brasil-RJ) recolocou a tornozeleira eletrônica, na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, nesta quinta-feira (31). Nos últimos dias, o parlamentar tem resistido a colocar o equipamento.

Ele se apresentou na PF na companhia do deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) e de seu advogado.

Silveira decidiu aceitar a colocação da tornozeleira depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar uma multa diária de R$ 15 mil e bloquear suas contas bancárias. O deputado dormiu as últimas duas noites na Câmara dos Deputados para evitar colocar o equipamento.

"A instalação do equipamento de monitoramento eletrônico no réu Daniel Silveira, nos termos da medida cautelar imposta por meio das decisões de 25/3/2022 e 30/3/2022, deverá ser realizada no dia de hoje, 31/3/2022, às 15h, na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal", escreveu Moraes em nota.

Daniel Silveira foi preso em fevereiro do ano passado, depois de veicular um vídeo com ataques aos ministros do STF. Ele foi solto com o estabelecimento de medidas cautelares, como a de não manter contato com outros investigados por atos antidemocráticos e não participar de eventos públicos. O deputado descumpriu parte dessas medidas, e Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

Nesta quarta-feira (30), Moraes, no despacho, classificou a decisão do parlamentar de "estranha e esdrúxula", "onde o réu utiliza-se da Câmara dos Deputados para esconder-se da Polícia e da Justiça, ofendendo a própria dignidade do Parlamento, ao tratá-lo como covil de réus foragidos da Justiça".

"Não só estranha e esdrúxula situação, mas também de duvidosa inteligência a opção do réu, pois o mesmo terminou por cercear sua liberdade aos limites arquitetônicos da Câmara dos Deputados, situação muito mais drástica do que àquela prevista em decisão judicial", concluiu.

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