Deputado do PSL em SP é alvo de denúncia de ‘rachadinha’

Gil Diniz, conhecido como 'Carteiro Reaça', foi procurado pela reportagem do Valor e não respondeu. (Foto: Assembleia Legislativa de São Paulo)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Líder do PSL na Alesp foi acusado por ex-assessor da prática de ‘rachadinha’ e de empregar funcionário fantasma

  • A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Estadual de São Paulo

Vice-presidente do diretório estadual do PSL de São Paulo e um dos principais aliados do deputado Eduardo Bolsonaro (SP), o deputado estadual Gil Diniz é acusado por um ex-assessor pela suposta prática de ‘rachadinha’ e de empregar funcionário fantasma em seu gabinete na Assembleia Legislativa paulista. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Estadual de São Paulo, que deve checar a veracidade da acusação.

Em representação apresentada ao Ministério Público do Estado de São Paulo, Solange de Freitas Junqueira, esposa do ex-assessor Alexandre de Andrade Junqueira, diz que seu marido foi assessor parlamentar no gabinete do deputado Gil Diniz e que, quando estava lá, “presenciou que a prática de rachadinha era comum entre funcionários do gabinete”.

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“Ele me contou que ali havia também funcionária fantasma, porque não trabalhava e apenas assinava o ponto e devolvia o dinheiro para o deputado”, afirma Solange na representação encaminhada ao MP-SP. “Essa funcionária, amiga do deputado há mais ou menos doze anos, recebe em troca apenas o cartão alimentação, por emprestar seu nome para o desconto do salário”.

No site da Assembleia, Junqueira aparece como ex-assessor do gabinete de Gil Diniz, tendo trabalhado entre 18 de março e 01 de agosto. Conhecido como “Carteiro Reaça”, Diniz é líder do PSL na Assembleia Legislativa.

O Ministério Público do Estado de São Paulo confirmou que a representação foi protocolada sob o número 0083695/19 e “está ainda sendo analisado na assessoria técnica da Procuradoria-Geral de Justiça”.

Ex-assessor de Eduardo Bolsonaro, Diniz é um dos nomes cotados pelo PSL para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2020. O parlamentar é cotado também para assumir o diretório paulista, se Eduardo Bolsonaro foi aprovado como embaixador do Brasil em Washington.

Diniz foi procurado pela reportagem, mas não atendeu aos pedidos de entrevista até a publicação desta nota.

do Valor Econômico