Deputado evangélico ligado a Alcolumbre sinaliza acordo após jantar de apoio a Mendonça

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  29-03-2021, 12h00: O ministro André Mendonça, que deixa o ministério da justiça para voltar à AGU. dO presidente Jair Bolsonaro, ao lado dos ministros Paulo Guedes (Economia), Braga Netto (Casa Civil), Onyx Lorenzoni (Secretaria Geral) e o presidente do BNDES Gustavo Montezano durante cerimônia no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 29-03-2021, 12h00: O ministro André Mendonça, que deixa o ministério da justiça para voltar à AGU. dO presidente Jair Bolsonaro, ao lado dos ministros Paulo Guedes (Economia), Braga Netto (Casa Civil), Onyx Lorenzoni (Secretaria Geral) e o presidente do BNDES Gustavo Montezano durante cerimônia no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado federal Pedro Da Lua (PSC-AP) foi a um jantar de apoio à candidatura de André Mendonça ao STF (Supremo Tribunal Federal). Da Lua é ligado ao senador David Alcolumbre (DEM-AP), hoje a principal pedra no caminho do ex-advogado-geral da União rumo à corte.

Indicado por Bolsonaro, Mendonça precisa ser sabatinado na CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) do Senado, que tem sua pauta definida por Alcolumbre, presidente da comissão, e ter seu nome aprovado no plenário da Casa para chegar à Corte.

Alcolumbre, no entanto, tem se negado a marcar uma data para a sabatina.

A presença do deputado no jantar, no entanto, está sendo vista como a abertura de um canal de pacificação e de solução do impasse. Segundo a reportagem apurou, Alcolumbre deve anunciar até o fim da semana uma data para que André Mendonça seja enfim sabatinado.

Da Lua, que também é evangélico, diz inclusive que consultou o senador antes de confirmar presença no evento de apoio. E teve o aval dele para ir ao jantar.

"O ambiente está propício para um acordo", diz ele, afirmando que os ânimos, de parte a parte, estão serenados depois que pastores como Silas Malafaia fizeram fortes ataques ao senador —mas agora silenciaram.

"Eu sou um liderado de Alcolumbre. Comuniquei a ele que fui convidado [para o encontro de apoio]. E ele me disse que seria muito bom eu ir, para ouvir [o que Mendonça e os deputados tinham a dizer]", afirma Da Lua.

Segundo ele, Mendonça não sabia que havia um deputado ligado a Alcolumbre no jantar. E, mesmo assim, não atacou o senador. "Pelo contrário. Ele falou em entendimento", afirma.

Da Lua pretende fazer o meio de campo entre o senador e o candidato a ministro. E diz estar otimista. "Vamos virar essa página", afirma.

Ele revela que os parlamentares pediram que Alcolumbre pautasse a sabatina para a próxima terça (30), em que se comemora o Dia do Evangélico. Em contrapartida, evangélicos como Malafaia, que atacaram o senador, fariam um vídeo para elogiar o agendamento da sabatina.

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