Deputado Luiz Lima apresenta notícia-crime contra servidor da prefeitura do Rio que pediu ‘o fim de Bolsonaro’ nas redes

Filipe Vidon
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O deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ) apresentou uma notícia-crime para a Procuradoria Geral da República (PGR) contra um servidor da prefeitura do Rio de Janeiro após a publicação de críticas ao presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. Em posts no Twitter e Facebook, o diretor de planejamento e projetos da Fundação Parques e Jardins, Roberto Anderson, afirmou “eu quero o fim de Bolsonaro, seja político, seja físico”.

No documento enviado ao procurador Augusto Aras, Lima argumenta que as mensagens incitam “a prática de crimes contra a integridade física e a vida” de Bolsonaro. “Ora, em tempos de tanta polarização, não podemos permitir a naturalização e a manutenção em redes sociais de manifestações eivadas de ódio, que podem insuflar pessoas vitimadas por ideologias e preconceitos a atentar contra a integridade física do presidente”, defendeu.

O deputado divulgou a ação neste sábado, um dia após as publicações de Roberto Anderson nas redes sociais. As contas do servidor foram fechadas para o público e não mostram mais o conteúdo postado. No Twitter, Lima declarou que a atitude dele é “uma vergonha para o funcionalismo público” e enviou um recado ao prefeito Eduardo Paes:

“Prefeito Eduardo Paes, se o senhor não tomar uma atitude, que fique claro para a população a sua conivência a favor de uma política baixa e violenta, que o nosso país e a nossa cidade não merecem”.

pesar de não citar a Lei de Segurança Nacional, a denúncia de Luiz Lima acontece na semana em que o texto, promulgado na ditadura militar, voltou aos holofotes com a ofensiva sobre manifestantes contrários ao governo de Jair Bolsonaro. Um dos maiores alvos foi o youtuber Felipe Neto, intimado a comparecer à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática do Rio de Janeiro (DRCI) após ter chamado Bolsonaro de "genocida" nas redes sociais por conta da atuação do presidente na pandemia do coronavírus.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi procurada para se posicionar sobre o caso, mas até a publicação desta reportagem não enviou comunicado.