Deputado do PSL cita exclusão de grupo do Whatsapp para recorrer à Justiça contra o partido

Bruno Góes
Deputado Bibo Nunes (PSL-RS)

BRASÍLIA - Alvo de processo disciplinar que pode culminar com sua expulsão do PSL, o deputado federal Bibo Nunes (RS) disse nesta quarta-feira que irá recorrer à Justiça contra a legenda alegando "perseguição". Em nota divulgada pelo parlamentar, ele cita, entre outros motivos para o litígio, a sua exclusão do grupo "bancada PSL 2019" no Whatsapp.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro na tentativa de criação do Aliança pelo Brasil, Bibo Nunes alega que sofre perseguição do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar.

A nota registra que Bibo foi afastado das atividades parlamentares das comissões. Além disso, "perdeu a vice-liderança" e "a filha do parlamentar foi destituída do cargo de presidente do PSL Jovem do Rio Grande do Sul por retaliação de Bivar". Por fim, argumenta que "Bivar expulsou Bibo Nunes do grupo de Whatsapp 'Bancada PSL 2019'".

- Diante dessa novela tragicômica com o partido, irei entrar com uma ação individual - diz Bibo Nunes.

A Comissão Executiva do PSL deve decidir nesta quarta-feira se vai aplicar punições a 18 dos 20 deputados bolsonaristas que tiveram processos disciplinares apreciados no Conselho de Ética do partido. Um dos casos é uma representação contra Bibo Nunes.

Em reunião na semana passada, o conselho recomendou a aplicação de sanções aos parlamentares, mas deixou para a Executiva Nacional a decisão de quem deve ser advertido, suspenso ou expulso.