Deputado quer prender profissional de saúde que fingir que aplicou vacina

Colaboradores Yahoo Notícias
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A sucessão de casos de falsas aplicações de vacinas contra o novo coronavírus pode virar prisão. O deputado Altineu Côrtes (PL-RJ) propôs uma alteração no Código Penal sugerindo pena de 1 a 4 anos de reclusão para os profissionais de saúde, do setor público ou privado, que enganarem os pacientes fingindo a injeção.

De acordo com o jornal O Globo, o parlamentar propõe ainda que a pena seja aumentada de 2 a 8 anos, caso o ato aconteça “durante campanha de vacinação destinada a conter avanços de pandemia”.

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No último dia 12, a filha de uma idosa de 87 anos registrou o momento em que um profissional de saúde forjou a aplicação de uma dose da vacina contra a Covid-19 em uma unidade de saúde na Praia Grande, litoral de São Paulo.

A Prefeitura afirmou, em nota enviada ao G1, que o caso tratou-se de um “acontecimento não raro na aplicação de substâncias injetáveis”. A administração disse que o profissional que aparece nas imagens é um aluno de enfermagem conveniado ao município.

“Na hora de introduzir a vacina, [ele] percebeu que a agulha estava entupida, o que pode acontecer em qualquer procedimento injetável. De imediato, comunicou ao seu professor e profissional responsável, e trocou o material por uma nova seringa e realizou a aplicação em outro local, uma vez que o primeiro braço já havia recebido uma picada”, disse a Prefeitura, em nota.

A Secretaria de Saúde Pública informou que irá investigar o caso, mas reitera que esse tipo de intercorrência pode acontecer quando se trata de medicamentos injetáveis.

Em 28 de janeiro, uma senhora foi tomar a vacina contra a Covid-19 em Maceió, e, ao se posicionar para receber o imunizante, a funcionária responsável pela vacinação inseriu a agulha no braço dela, mas não pressionou o êmbolo da seringa.

Por sorte, um parente filmava o momento e percebeu que o líquido não fora introduzido no corpo da idosa. Depois da vacinação frustrada, contudo, familiares falaram com a supervisora responsável pela imunização, que pediu desculpa, disse se tratar de um erro isolado e aplicou a vacina, desta vez corretamente.

A Prefeitura de Maceió decidiu afastar a servidora responsável pelo erro e instaurar um processo administrativo. O Ministério Público de Alagoas também vai investigar o caso. O promotor Paulo Henrique Prado, da 67ª Promotoria de Justiça da Capital, informou que instaurará uma notícia de fato para apurar a atitude da profissional.