Deputado quer que Braga Netto explique 'ameaças' das Forças Armadas a parlamentares

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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 22.04.2020 - O ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 22.04.2020 - O ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) protocolou um requerimento na Câmara em que pede a convocação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, à Comissão de Fiscalização e Controle da Casa para que seja explicada a nota emitida por ele e por comandantes das Forças Armadas na quarta-feira (7).

“As Forças Armadas e o Ministério da Defesa deveriam ser os principais interessados em identificar e coibir práticas irregulares. O papel deles é responsabilizar quem comete crime e não esconder debaixo do tapete ou atacar quem está investigando corrupção", afirma o deputado do PSB.

"Ninguém está acima da lei e nós queremos saber exatamente o que significam as ameaças da nota emitida pelo governo e Forças Armadas", segue Vaz.

Na quarta, durante sessão da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que havia muitos anos que o Brasil "não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo".

Em resposta, Braga Netto e os comandantes compartilharam nota em que afirmam que o senador, em sua fala, desrespeitou os militares e generalizou esquemas de corrupção.

"As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro", disseram.

"Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável", seguiram os militares no comunicado. Eles afirmaram ainda que as instituições militares no país são fator "essencial de estabilidade" e pautam-se pela observância da lei e pelo equilíbrio.

Após a reação da Defesa, Aziz disse que sua fala não generalizou o comportamento dos militares e que eles não podem intimidar o Congresso. Ele classificou a resposta da Defesa como "desproporcional".

"Pode fazer 50 notas contra mim, só não me intimidem. Porque quando estão me intimidando, estão intimidando essa Casa [Senado] aqui", disse o presidente da CPI.

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