Ex-deputado Silas Bento e seu filho são presos por esquema de 'rachadinha' na Alerj

·2 minuto de leitura
Ex-deputado Silas Bento e o filho dele são presos em operação que investiga 'rachadinhas' na Alerj - Foto: Reprodução/TV Globo
Ex-deputado Silas Bento e o filho dele são presos em operação que investiga 'rachadinhas' na Alerj - Foto: Reprodução/TV Globo

Silas Bento, ex-deputado estadual pelo Rio de Janeiro e seu filho, Vanderson Bento (PTB), foram presos nessa sexta-feira (23). Ambos foram alvos de uma operação do Ministério Público que investiga um esquema de “rachadinha” no gabinete do ex-parlamentar na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). As informações são do portal G1.

Silas é o primeiro político preso acusado de participar de um esquema de "rachadinha". A prisão do ex-deputado não se originou do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), como aconteceu com o agora senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), suspeito de comandar um esquema do mesmo tipo em seu gabinete.

Leia também

Segundo o G1, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público que aponta que Silas Bento ficou com a maior parte do salário de uma servidora por dois anos. Ele agora é réu por peculato, associação criminosa, extorsão e lavagem de dinheiro.

Vanderson, que é candidato a vereador, virou réu pelos mesmos crimes, exceto lavagem de dinheiro.

O advogado da dupla diz que ainda não se posicionou por não ter tido acesso aos autos. Ainda assim, ele afirmou que vai tentar reverter a prisão preventiva.

O advogado de Silas e Vanderson, Adolpho Jabour, informou que assim que tiver acesso aos autos, vai se posicionar e tentar a reversão da prisão preventiva.

Segundo a investigação, a funcionária Taíssa Saldanha Alves, que admitiu ser fantasma (quando um servidor não aparece para trabalhar), era obrigada a devolver parte do salário. Ela inclusive teria sido ameaçada na hora da arrecadação que seria comandada por Vanderson.

Durante os dois anos do esquema, ela disse ter recebido cerca de R$ 250 mil de salário, pagos com verba da Alerj. Segundo o MP, 80% teria sido devolvido ao então deputado.

Envolvida no esquema, a servidora também foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta sexta. Segundo o G1, ela também se tornou ré por associação criminosa e peculato.

A Vara Criminal determinou que ela compareça mensalmente ao juízo para informar suas atividades, não mantenha contato com Silas e Vanderson, e não se ausente de Cabo Frio por mais de 10 dias.