Deputados baianos se reúnem com Lira, mas saem sem proposta imedita para ajudar afetados por enchentes

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    Advogado e político brasileiro, presidente da Câmara dos Deputados

BRASÍLIA — Parlamentares da bancada da Bahia se reuniram por duas horas com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na tarde desta terça-feira, mas saíram do encontro sem qualquer proposta imediata para ajudar os milhares de afetados pelas enchentes.

Ao fim da reunião, realizada na residência oficial do presidente da Câmara, Arthur Lira concedeu entrevista à imprensa e anunciou que, a partir de fevereiro, irá trabalhar na criação de um fundo nacional contra catástrofes. Segundo Lira, o fundo será uma forma de liberar o dinheiro com menos burocracia em momentos de tragédia.

— Vamos estudar uma medida legislativa para que se tenha um fundo específico para que, nesse momento, os recursos cheguem. Lógico que depois de todos os levantamentos — afirmou Lira.

O presidente da Câmara foi questionado por mais de uma vez sobre quais medidas imediatas poderiam ser tomadas pelo legislativo para ajudar o estado da Bahia, já que o fundo contra catástrofes seria algo para o futuro. Lira justificou:

— Toda essa assistência, num primeiro momento, que é para salvar vidas, o governo do estado, as prefeituras e governo federal têm feito um esforço gigantesco. Não há relatos de falta de assistência a esse primeiro momento.

Apesar de dizer que toda assistência tem sido prestada, o presidente da Câmara disse que “acha insuficiente” a medida provisória de R$200 milhões, editada pelo governo Federal, para ajudar o estado da Bahia. - A medida provisória anunciada hoje, ao nosso ver, ainda é um paliativo para o tamanho do que aconteceu na Bahia e que já está acontecendo também em outros estados do Brasil, como Piauí e Minas Gerais - disse.

As fortes chuvas que atingem cidades do Sul da Bahia provocaram 20 mortes e deixaram 100 municípios em situação de emergência por conta de enchentes. Ao todo, 358 pessoas ficaram feridas em decorrência das chuvas e de 31 mil pessoas estão desabrigadas e dependem de alojamentos oferecidos pelo poder público. Outras 31 mil tiveram de deixar suas residências, mas buscaram abrigo na casa de parentes ou amigos.

O governo da Bahia informou, nesta segunda-feira, que o estado conta com 37 trechos de rodovias afetadas. Ainda segundo o governo, a Bahia está enfrentando a pior chuva para o mês de dezembro desde 1989. Itamaraju (no sul da Bahia) foi o município onde mais choveu no Brasil, com 769,8mm de chuva, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Nesta terça, o governador Rui Costa disse que algumas cidades do estado perderam com a enchente todo o estoque de medicamentos e vacinas. Segundo o governador, há “milhares de pessoas desesperadas” porque perderam tudo, classificando a situação no estado como uma “tempestade perfeita”.

Costa afirmou que o estado está reforçando o abastecimento de medicamentos para cidades como Jucuruçu e Tororó, além de outras localidades, onde as secretarias municipais de saúde e depósitos de medicamentos ficaram alagados.

— É a tempestade perfeita. Nós temos um desastre natural e temos duas pandemias acontecendo ao mesmo tempo, a pandemia do coronavírus e essa do vírus da gripe que tem assolado o país inteiro e também a Bahia. E, por isso, é fundamental a atenção e atenção dos médicos — afirmou Costa em entrevista coletiva em Ilhéus, transmitida em redes sociais.

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