Deputados bolsonaristas entram com processo para desfiliação do PSL por justa causa

Gabriel Shinohara
Fachada do TSE, em Brasília

BRASÍLIA - Deputados do PSL entraram com um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a desfiliação do partido por justa causa. No documento, os parlamentares alegam que houve perseguição e discriminação contra deputados alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) durante a crise na legenda.A ação declaratória teve a assinatura de 26 deputados e elenca acontecimentos que, segundo os parlamentares, justificam a justa causa. Segundo os parlamentares, na crise que dividiu o partido, eles sofreram perseguição, “grave discriminação política pessoal” e uma tentativa da legenda de instrumentalizar sanções disciplinares.No Twitter, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) justificou o pedido dizendo que era o “mínimo” que poderia fazer após a crise no partido.“Depois de terem entrado com 2 pedidos de CASSAÇÃO DO MEU MANDATO e ter sacaneado diversos colegas, era o mínimo que poderíamos fazer”O documento é assinado pelo deputados Bibo Nunes (RS), Alê Silva (MG), Aline Sleutjes (PR), Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP), Carlos Jordy (RJ), Caroline de Toni (SC), Daniel Freitas (SC), Daniel Silveira (RJ), Eduardo Bolsonaro (SP), Léo Motta (MG), General Girão (RN), Major Fabiana (RJ), Filipe Barros (PR), Junio Amaral (MG), Hélio Lopes (RJ), Coronel Chrisóstomo (RO), Guiga Peixoto (SP), Dr. Luiz Ovando (MS), Coronel Armando (SC), Luiz Lima (RJ), Luiz Phelipe de Orléans e Bragança (SP), Márcio Labre (RJ), Sanderson (RS) e Vitor Hugo (GO).