Deputados britânicos abrem CPI para apurar se Boris Johnson mentiu sobre "partygate"

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Os deputados britânicos aprovaram nesta quinta-feira (21), por consenso, a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar se o primeiro-ministro conservador Boris Johnson mentiu para a Câmara, no âmbito do "partygate", o escândalo sobre as várias festas organizadas em Downing Street durante o pior período da pandemia. A decisão coloca o premiê em uma situação política ainda mais delicada.

Muitos deputados da maioria conservadora estavam ausentes na apreciação da matéria na Câmara dos Comuns, nesta tarde. Os legisladores aprovaram, sem necessidade de votação, uma moção apresentada pela oposição para a abertura da investigação.

Os deputados querem saber se Johnson induziu conscientemente o Parlamento a interpretar de maneira equivocada as festas realizadas na sede do governo britânico, apesar das restrições em curso para controlar a disseminação da pandemia de Covid-19. Em um primeiro momento, o líder negou que suas equipes e ele próprio tivessem violado as medidas sanitárias em vigor.

A polícia, entretanto, aplicou uma multa ao premiê por desrespeito às regras impostas pelo governo. O caso coloca o primeiro-ministro sob pressão desde o início do ano – alguns deputados do seu Partido Conservador pedem a demissão de Johnson, que nesta quinta-feira estava em viagem oficial à Índia no momento da apreciação da moção em Londres.

Conservadores pedem demissão

Em um debate que precedeu a apreciação, o deputado conservador Steve Baker, uma das figuras da campanha a favor do Brexit, declarou que Johnson deveria pedir demissão. “Ele deveria ter partido há muito tempo”, afirmou Baker, alegando que “o show acabou” para o premiê.

(Com informações da Reuters)


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