Deputados cobram explicação de Ricardo Salles sobre defesa de madeireiros

CAMILA MATTOSO
·1 minuto de leitura
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, BRASIL, 22-03-2021 - Ministro do meio ambiente, Ricardo Salles. (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, BRASIL, 22-03-2021 - Ministro do meio ambiente, Ricardo Salles. (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os deputados federais Bohn Gass (PT-RS) e Nilto Tatto (PT-SP) protocolaram nesta quinta-feira (8) um pedido em que solicitam informações a Ricardo Salles (Meio Ambiente) sobre suas manifestações em defesa de madeireiros alvos da Polícia Federal.

O ministro esteve duas vezes no Pará nas últimas semanas, onde foi realizada a maior apreensão de madeira da história do país. Salles tem criticado a condução do caso pela PF.

A apreensão de 131 mil m³ de toras foi realizada em dezembro de 2020 e batizada de operação Handroanthus GLO. Depois, outras ações foram realizadas e há mais de 200 mil m³ armazenados pelas autoridades federais.

O pedido de explicações tem como base a entrevista dada ao jornal Folha de S.Paulo pelo superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, em que ele defende a investigação e rebate as críticas do ministro.

“Nos chamou a atenção a contundente da postura do chefe da PF do Amazonas, Alexandre Saraiva, que em reação à atitude de Vossa Excelência reafirmou a licitude da operação, esclarecendo as razões legais que justificam plenamente a apreensão realizada”, diz trecho do pedido.

Os deputados elencam no requerimento nove perguntas a serem respondidas por Salles. Eles perguntam, por exemplo, quais são os planos de manejo que autorizaram o corte das árvores.

Como justificativa para a solicitação de informações, os parlamentares afirmam ser “estranha” a posição adotada pelo titular do Meio Ambiente que, dizem eles, assumiu “o ponto de vista dos infratores”.

“Afinal, um dos possíveis desfechos pode revelar ao país que a Amazônia está sendo devastada pelo crime ambiental com a conivência e inação das mais altas autoridades do país”, diz o pedido.