Deputados querem vetar porte de arma de Zambelli por 'falta de psicológico'

Carla Zambelli (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Carla Zambelli (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Deputados do PCdoB na Câmara apresentaram, nesta quinta-feira (3), um pedido de tutela provisória de urgência para a suspensão do porte de armas da deputada reeleita Carla Zambelli (PL-SP).

Para os parlamentares, a apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (PL) não tem “condições psicológicas mínimas” para utilizar armamento.

No último sábado (29), véspera da eleição, a parlamentar apontou uma arma para um apoiador de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Bolsonaro no segundo turno.

Na ocasião, a deputada alegou ter reagido a uma agressão e xingamentos. Segundo Zambelli, um grupo de apoiadores do então candidato petista se aproximou dela, a empurrou e uma das pessoas teria até cuspido na deputada.

Contudo, a versão passou a ser contestada após um vídeo obtido pelo colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, ter mostrado que Zambelli não só não foi empurrada como perseguiu, armada, um homem que se escondeu dentro de um bar.

Nas imagens, a parlamentar cai sozinha e, na sequência, saca a arma e sai correndo, acompanhada de um de seus seguranças, atrás do homem.

“A concessão em favor da deputada de autorizações para a aquisição e para o porte de arma de fogo não poderia ocorrer, uma vez que a referida deputada não possui condições psicológicas mínimas para portar arma de fogo, haja vista a forma como agiu no caso em testilha e, assim, deve-se anular, ainda que por meio judicial, as autorizações para porte e aquisição de armas de fogo à ela outorgadas, sob pena de assistirmos a outros episódios, ainda mais gravosos, envolvendo a requerida”, defendem os deputados do PCdoB.

Os parlamentares também mencionam a incitação, por parte de Zambelli, dos movimentos que ilegalmente fecham rodovias no País em manifestação contra a derrota de Bolsonaro nas urnas.

“(...) Inclusive ela própria publicou em seu perfil na rede social Twitter, incitação à prática de crime de desobediência contra decisões emanadas do Tribunal Superior Eleitoral”.

Segundo o pedido, as “atitudes de afronta ao Estado Democrático de Direito e à decisões do Poder Judiciário por parte da Requerida são amplamente conhecidas em episódio”.