Deputados reagem a empenho milionários à cidade de irmão de Bolsonaro: mamata não acaba

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    38.º presidente do Brasil

BRASÍLIA — Parlamentares da oposição reagiram à ação do governo que liberou verbas para o município de Miracatu, no interior de São Paulo. Ao GLOBO, o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos-BA), confirmou que Renato Bolsonaro, irmão do presidente Jair Bolsonaro, atuou para liberar recursos da pasta à cidade localizada a 137 quilômetros da capital.

Renato Bolsonaro é chefe de gabinete da prefeitura local, beneficiada com o empenho de R$ 35 milhões em verbas da União no final de 2021. Desse valor, R$ 9,5 milhões saíram da pasta comandada por João Roma.

— Fica evidente que a liberação dos recursos, que inclui esses milhões do escandaloso orçamento secreto, foram liberados com agilidade por causa da proximidade com o presidente. É um agir antirrepublicano. Um dos princípios da administração é a impessoalidade. O que fica claro é o oposto: o parentesco com o presidente abre as portas para que recursos públicos sejam alocados, sem critérios claros, técnicos e objetivos — disse o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ).

Nas redes sociais, outros parlamentares também criticaram a ação do governo e o favorecimento ao irmão de Bolsonaro.

“A mamata não acaba... O município de Miracatu, em São Paulo, recebeu ao menos 10 milhões de reais do orçamento secreto. O "curioso" é que o irmão de Bolsonaro é chefe de gabinete do prefeito da cidade. O lema do governo é mamata pra família do presidente, fome pro povo!”, escreveu a líder do PSOL, Talíria Petrone (RJ).

Ao GLOBO, o ministro da Cidadania contou que Renato Bolsonaro tem um jeito "suave" e, por isso, teve vontade de ajudar.

— Ele é irmão do presidente, circulou (nas outras pastas) e, talvez até pelo jeito dele, suave, todo mundo tem vontade de ajudar o cara. Dá vontade de ajudar. Mas (ele) não é aquela pessoa que fica vendendo prestígio. Não é dessas criaturas que a gente vê em Brasília a vida toda — destacou o ministro.

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