Derrota no Rio pode 'criar cultura de unidade' na esquerda, diz Freixo

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A fragmentação dos votos da esquerda carioca -que acabou a tirando do segundo turno na cidade do Rio de Janeiro- tem potencial para "criar uma cultura importante de unidade" no campo, diz à reportagem o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Somadas, as três candidatas de partidos progressistas, Martha Rocha (PDT), Benedita da Silva (PT) e Renata Souza (PSOL), tiveram 26% dos votos válidos neste domingo (15), 4% a mais do que o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) conseguiu para ir ao segundo turno contra Eduardo Paes (DEM), que obteve 37%. Freixo rivalizou com Crivella no segundo turno de 2016. Neste ano, desistiu de se candidatar ante a divisão da esquerda -ninguém queria abrir mão de ser cabeça de chapa. "Onde as campanhas foram amplas, o resultado foi bom", afirma o deputado, que também destacou o malogro do endosso do presidente a candidatos Brasil afora. "Jair Bolsonaro é o grande derrotado desta eleição." Dentro do próprio PSOL de Freixo, porém, a cisão transbordou. Em setembro, artistas como Caetano Veloso e Malu Mader assinaram um abaixo-assinado pedindo que reconsiderasse disputar a prefeitura. Acontece que a deputada estadual Renata Souza, ex-assessora de Marielle Franco, já havia sido anunciada como candidata do partido. E ficou parecendo, para parte do eleitorado à esquerda, que um homem branco estava tirando o lugar de uma mulher negra.