Desabamento de prédio residencial em Fortaleza deixa ao menos três mortos

MARCEL RIZZO
FORTALEZA, CE, 16.10.2019: DESABAMENTO-CE - Nesta quinta (16), Equipes de resgate continuam pelo 2º dia o trabalho de busca por sobreviventes nos escombros de prédio que desabou - Prédio de sete andares desabou na manhã desta terça (15) no cruzamento das ruas Tomás Acioli e Tibúrcio Cavalcante, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE). (Foto: João Dijorge/Photo Press/Folhapress)

FORTALEZA, CE(FOLHAPRESS) - Uma terceira vítima foi confirmada, nesta quarta (16), após desabamento de prédio residencial em Fortaleza. Ela foi identificada como Izaura Marques Menezes, de 81 anos. Agora são duas mulheres e um homem, Frederick Santana dos Santos, 30, mortos na tragédia.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Eduardo Holanda, após checagem de duplicidade em nome das vítimas, três mortes foram confirmadas, sete pessoas resgatadas e seis desaparecidas. Não há crianças entre eles.

"Temos esperança de encontrar pessoas vivas. Há bolsões [de ar] e localizamos cinco pontos, por meio dos cães farejadores e de drone que identifica calor em que podem existir vítimas", disse.

O maquinário pesado, utilizado quando não há mais vítimas, só foi usado para retirada de laje que colocava em risco os socorristas. "Ainda estamos trabalhando manualmente para achar pessoas vivas", disse o comandante.

Os corpos das duas mulheres encontrados nesta quarta já foram retirados dos escombros. Segundo os bombeiros, não houve durante o dia barulhos notados de possíveis sobreviventes, mas isso não significa que não haja mais vítimas vivas apesar de mais de 32 horas do desabamento.

"As pessoas podem perder a força, mais debilitadas, para fazer barulhos, mas não significa que não estejam vivas", disse Holanda.

O desabamento do edifício residencial Andrea, de sete andares, ocorreu na manhã de terça (15) no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.

Frederick Santana dos Santos tinha 30 anos e não resistiu aos ferimentos. Ele estava em um mercado que foi atingido pelos escombros.

O edifício Andrea tinha dois apartamentos por andar e um na cobertura, 13 no total. Era antigo e grande e, segundo vizinhos, moradia de muitos idosos. No momento do desabamento, barulho e fumaça chamaram a atenção da vizinhança toda.

O edifício não tinha porteiro, apenas um zelador a ser acionado em caso de problemas. Havia segurança inteligente, contratada de uma empresa, mas relatos mostram que além da obra estrutural que estava sendo feita em pilares do prédio, e que será investigada se é a causa do desabamento, moradores dividiam o apartamento, de cerca de 140 metros cada, em dois, principalmente para alugar.

Um deles com essa modificação, no primeiro andar, estava sendo oferecido há cerca de um ano por R$ 1.000 o aluguel mensal.l.