Desaceleração do IPCA-15 reflete redução do ICMS, mas alimentação castiga consumidor

Como esperado pelos economistas, o IPCA-15 de julho teve desaceleração em relação a maio. Chegou a 0,13% em julho, 0,56pp abaixo da taxa de junho (0,69%). É a menor variação mensal do IPCA desde junho de 2020 (0,02%).

No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 11,39%, abaixo dos 12,04% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. O impacto com o limite das alíquotas de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações será sentido mais fortemente no IPCA cheio do mês, em que alguns analistas já apostam em deflação.

Os itens de alimentação pesaram para a alta do indicador, especialmente os produtos de café da manhã. O maior impacto individual veio do leite longa vida (22,27%) influenciando a alta do grupo de alimentação e bebidas (1,16%), que teve o maior impacto (0,25 p.p.) e acelerou em relação a junho (0,25%). Derivados como requeijão (4,74%), manteiga (4,25%) e queijo (3,22%) também impactaram. Outros destaques no grupo foram as frutas (4,03%), que haviam tido queda em junho (-2,61%), o feijão-carioca (4,25%) e o pão francês (1,47%). Com isso, a alimentação no domicílio variou 1,12% em julho. A entressafra do leite e a alta do trigo por conta da guerra na Ucrânia impactaram o indicador.

Houve uma queda mais significativa no grupo de transportes, principalmente pela redução de 5,01% no preço da gasolina e de 8,16% no do etanol. Na parte de energia, houve redução de ICMS em várias regiões. Em Goiânia, o ICMS caiu de 29% para 17%, levando o resultado de energia elétrica na área a uma queda de 12,02%. Em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), os recuos nas variações mensais também foram superiores a 10%.

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