Desafio alvinegro: Para avançar na Copa do Brasil, Botafogo precisa se reinventar

Há, entre os botafoguenses, o ditado de que “têm coisas que só acontecem com o Botafogo”. Hoje, às 21h, no Nilton Santos, contra o América-MG, muitas dessas “coisas” precisam acontecer para que o alvinegro consiga avançar às quartas da Copa do Brasil.

Na ida, o Botafogo jogou mal e, facilmente dominado pelo time de Vagner Mancini, perdeu por 3 a 0. Agora, o alvinegro precisa pelo menos repetir o placar para levar a decisão para os pênaltis. O clube, porém, não vence uma equipe da Série A por essa diferença de gols na Copa do Brasil há cinco anos. A última vez foi em 2017, quando superou o Atlético-MG por 3 a 0 no Nilton Santos, depois de perder por 1 a 0 na primeira partida.

O Botafogo também nunca conseguiu uma reviravolta tão grande na Copa do Brasil quanto a que precisa hoje. Na história recente, a vez que mais chegou perto foi no polêmico jogo de 2007 contra o Figueirense. Na ocasião, o alvinegro foi derrotado em Santa Catarina por 2 a 0 e ganhou no Maracanã por 3 a 1, mas foi eliminado pelo critério do gol fora.

O Botafogo ainda não conseguiu uma goleada nos 18 jogos sob o comando de Luís Castro. Os maiores placares foram os dois 3 a 0 contra o Ceilândia, da Série D, e vitórias por 3 a 1 contra Ceará, fora, e Fortaleza, em casa.

— Vamos continuar com muito trabalho. Vamos buscar sucesso no jogo. É difícil, porque eles têm uma vantagem de 3 a 0. Acredito que podemos conseguir. No final, vamos comentar o que aconteceu — disse o treinador alvinegro.

Para a partida, Luís Castro poderá contar com o retorno do meia-atacante Gustavo Sauer. Recuperado de artroscopia no tornozelo esquerdo, o jogador voltou a treinar com o grupo na semana passada e foi relacionado. Além disso, em relação ao último jogo, terá as voltas de Saravia e Vinícius Lopes, que cumpriam suspensão. Ambos devem ser titulares.

— A verdade é que estamos debilitados e sem nossa máxima força. Vamos ter que alterar um conjunto de coisas e recorrer a processos alternativos. Agora, é natural que isso provoque desconfiança. Eu continuo a perceber que estamos em um caminho difícil. Temos fragilidades e iremos resolver, assim como foi nas outras vezes — desabafou o técnico português.

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