Desaparecidos no AM: equipe de buscas encontra sinais de escavação nas margens de rio

Funcionários da Fundação Nacional do Índio protestam contra o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em Brasília (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Funcionários da Fundação Nacional do Índio protestam contra o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em Brasília (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Nesta sexta-feira (10), as buscas pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista inglês Dom Phillips estão concentradas em uma área abaixo da "Comunidade Cachoeira", em Atalaia do Norte, no Amazonas. Às equipes de busca, voluntários disseram que encontraram sinais de escavação às margens do Rio Itaquaí, local onde os dois foram vistos navegando. As informações são do portal g1.

Mergulhadores do Corpo de Bombeiros, além de agentes da Polícia Militar, da Defesa Civil, do Exército e da Marinha foram para o local na manhã de hoje.

"A gente não pode dizer que tem vestígio concreto no local, mas vamos verificar a situação para ver se realmente tem algo ali que possa identificar os dois desaparecidos”, explicou o subtenente do Corpo de Bombeiros, Geonivan de Amorim Maciel.

"O relato é de 'terra batida' [mexida, cavada], como se alguém tivesse cavado algo, enterrado alguma coisa, jogado barro no fundo. Vamos fazer uma varredura no fundo para ver se encontra algo”, acrescentou.

Entenda o caso

O jornalista e o indigenista foram vistos pela última vez na comunidade ribeirinha São Rafael por volta das 6h de domingo (5). De lá, eles partiram rumo à Atalaia do Norte, viagem que dura aproximadamente duas horas de lancha, mas não chegaram ao destino.

As buscas por Bruno Pereira e Dom Phillips começaram ainda no domingo por integrantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Sem obter sucesso, a organização indígena acionou na segunda-feira (6) as autoridades e divulgou nota à imprensa comunicando o desaparecimento dos dois.

Agentes da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) participam das buscas, além da Marinha e do Exército. O governo do Amazonas também enviou bombeiros, policiais civis e militares para reforçar a procura.

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