Desaparecimento da menina Emili completa 5 anos; polícia garante que ela está viva

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Emili Miranda Anacleto desapareceu misteriosamente quando tinha apenas um ano e onze meses, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. O caso completa 5 anos nesta terça-feira (21), e a Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) afirma que a menina está viva, e que as investigações continuam. As informações são do portal G1.

Em maio de 2014, Emili foi levada pelo pai, Alexandre Anacleto, da casa de onde morava com a mãe. Os pais da menina estavam divorciados e viviam em conflito, de acordo com informações da polícia.

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O que intriga os investigadores é que o corpo do homem foi encontrado carbonizado em um carro em Barra Velha, mas a menina não estava junto. Um ano depois, em 2015, a polícia chegou a comparar o DNA da mãe de Emili com o de uma menina encontrada morta nos Estados Unidos, mas o resultado deu negativo.

O delegado Wanderley Redondo afirma que “o caso não está esquecido pela DPPD. Temos praticamente certeza que ela está viva”. Entretanto, nenhum detalhe foi fornecido pela polícia, para não atrapalhar o andamento das investigações.

A investigação estava sob a responsabilidade da delegada Milena de Fátima Rosa, que foi transferida para outra comarca, mas lembra com detalhes do caso: “Tudo que foi possível fazer na época, nós ficamos anos investigando, foi feito. Teve várias situações no Paraná e em Santa Catarina de pessoas com características da Emili que fomos atrás. Nós pedimos mandado de busca e apreensão, foram todos verificados, e não obtivemos êxito”, afirmou.

Para a delegada, é possível que a criança ainda esteja viva. "Como a gente não teve nenhuma informação nestes últimos cinco anos, de uma criança que tenha sido encontrada, algum corpo de uma criança com as características, idade, etc, exceto a situação de Boston, a gente não tem nenhuma informação neste sentido. Por isso, ela pode estar viva sim”, declarou.

O inquérito policial foi encaminhado para a Justiça, mas sem apontar qualquer culpado pelo desaparecimento. De acordo com a Polícia Civil, as buscas continuam atreladas a denúncias.