Desastre aéreo abala esperanças de retomada turística no Egito

Turistas em resort de Sharm el-Sheikh, local que teve o turismo abalado pela queda de um avião russo. 9/11/2015. REUTERS/Asmaa Waguih

Por Ahmed Aboulenein SHARM AL-SHEIKH, Egito (Reuters) - O turismo em Sharm al-Sheikh estava aumentando novamente depois de anos de turbulência política, com muitos russos desfrutando do sol e da diversão proporcionada por instrutores de aeróbica das praias locais, que usavam o idioma dos visitantes em vez do árabe ou inglês. A vida estava finalmente começando a parecer melhor para os moradores do balneário do Mar Vermelho, mas isso foi antes de o avião levando turistas russos para casa ter caído na península do Sinai, onde militantes do Estado Islâmico, suspeitos de terem colocado uma bomba no avião, participam de uma insurgência. Agora, o futuro é sombrio para milhares de egípcios, de taxistas a professores de mergulho, que haviam corrido para Sharm al-Sheikh para encontrar trabalho. Uma empresa de turismo estimava que as viagens de férias agora precisariam ter descontos de até 50 por cento. "Eu tenho trabalhado em Sharm há três anos, e essa é a primeira vez que eu vejo o lugar tão vazio”, disse Ahmed Rabie. Ele falava do lado de fora do café que gerencia no centro do balneário. Cadeiras estavam empilhadas sobre as mesas, e não havia ninguém sentado do lado de dentro. "Neste momento, todos esses cafés e restaurantes estariam cheios”, completou. Rabie paga 3.700 dólares por mês de aluguel, além dos custos operacionais. Ele disse à Reuters que muitos negócios pequenos fecharam depois que governos ocidentais anunciaram que o avião poderia ter sido derrubado por uma bomba e suspenderam os voos para Sharm al-Sheikh, medida tomada depois também pela Rússia. "Estamos esperando dois ou três dias para ver o que acontece, mas se continuar assim a gente fecha e vai embora”, afirmou ele.

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