Descabida imputação, verdadeira ilação, diz diretor-geral da PF sobre acusação de favorecimento a Bolsonaro

RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 30-10-2022: O candidato a reeleição para à Presidência da República, Jair Bolsonaro, vota na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, na zona oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 30-10-2022: O candidato a reeleição para à Presidência da República, Jair Bolsonaro, vota na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, na zona oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O diretor-geral da Polícia Federal, Márcio Nunes de Oliveira, afirmou neste domingo (30) que é uma "verdadeira ilação" dizer que há instrumentalização do órgão em prol da candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro (PL).

A manifestação de Nunes foi em uma ação no Supremo Tribunal Federal proposta pelo PSB, partido da coligação de Lula (PT), sobre a suposta atuação da PF em favor do presidente.

O mesmo tema é alvo de ação do PT no Tribunal Superior Eleitoral. Nesse caso, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, proibiu a PF de divulgar informações sobre operações relacionadas a crimes eleitorais.

Na noite deste sábado, o relator da ação do PSB, ministro Gilmar Mendes, intimou o ministro da Justiça, Anderson Torres, a prestar esclarecimentos a respeito de operações policiais deflagradas no segundo turno das eleições que supostamente beneficiariam Bolsonaro.

Em vídeo, Torres havia afirmado que, na sexta-feira (28), foram apreendidos quase R$ 5 milhões em dinheiro, sem dar detalhes.

No ofício a Gilmar Mendes, Oliveira disse que a Polícia Federal, é uma "um órgão de Estado com reconhecimento social incontestável" e "não pode se olvidar em ressaltar considerar descabida a imputação -verdadeira ilação - dos representantes que impetraram o pedido acerca da 'instrumentalização da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal voltada a eventualmente interferir no processo eleitoral'".

"Reitera-se, com o máximo respeito e acatamento, que a Polícia Federal é um órgão de Estado e que cumpre suas atribuições constitucionais com empenho e dedicação de todos os seus integrantes, nos limites da constituição e das leis, e sempre buscando atender da melhor forma a sociedade", disse ele.