Dois norte-americanos ganham Nobel de Medicina por descobertas sensoriais

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Professor David Julius da Universidade da Califórnia, posa para foto em San Francisco em 2016
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ESTOCOLMO (Reuters) - Os cientistas norte-americanos David Julius e Ardem Patapoutian venceram o Prêmio Nobel de Medicina de 2021 nesta segunda-feira por suas descobertas sobre receptores de temperatura e toque que, segundo a entidade que concede a premiação, podem abrir caminho para novos analgésicos.

As descobertas de ambos "nos permitiram entender como o calor, o frio e a força mecânica podem iniciar os impulsos nervosos que nos permitem perceber e nos adaptarmos ao mundo ao nosso redor", disse a Assembleia do Nobel do Instituto Karolinska, da Suécia.

"Esse conhecimento está sendo usado para desenvolver tratamentos para uma ampla gama de doenças, incluindo dor crônica."

As descobertas revolucionárias, alcançadas de forma independente uma da outra, lançaram intensas atividades de pesquisa que levaram a "um rápido aumento em nossa compreensão de como nosso sistema nervoso sente o calor, o frio e os estímulos mecânicos", disse o documento.

O prêmio mais que centenário vale 10 milhões de coroas suecas (1,15 milhão de dólares).

Os prêmios, para conquistas nas áreas de ciências, literatura e paz, foram criados e financiados pelo inventor da dinamite e empresário sueco Alfred Nobel. Eles são entregues desde 1901, com o prêmio para Economia entregue pela primeira vez em 1969.

O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, dividido em partes iguais este ano pelos dois laureados, tradicionalmente é ofuscado pelas premiações para literatura e paz.

Mas a medicina ficou sob os holofotes com a pandemia de Covid-19 e alguns cientistas sugeriam que os criadores de vacinas contra o coronavírus poderiam ser premiados neste ano ou nos próximos.

A pandemia continua a afetar as cerimônias do Nobel, geralmente realizadas com grande pompa e glamour. O banquete em Estocolmo foi adiado pelo segundo ano seguido em meio a preocupações com o vírus e com viagens internacionais.

No ano passado, o Nobel de Medicina foi para os norte-americanos Harvey Alter e Charles Rice e para o britânico Michael Houhton pela identificação do vírus da Hepatite C, que causa cirrose e câncer de fígado.

(Reportagem de Johan Ahlander, Niklas Pollard em Estocolmo, Ludwig Burger em Frankfurt; reportagem adicional de Terje Solsvik em Oslo e Simon Johnson, Supantha Mukherjee e Anna Ringstrom em Estocolmo)

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