Descobertos restos humanos que poderiam ser de massacre de 1921 em Tulsa

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Imagem da Biblioteca do Congresso americano mostra Tulsa em chamas durante o massacre de 1921 no distrito de Greenwood
Imagem da Biblioteca do Congresso americano mostra Tulsa em chamas durante o massacre de 1921 no distrito de Greenwood

Escavações que tiveram início esta semana na cidade americana de Tulsa encontraram restos humanos que poderiam pertencer a vítimas de um dos piores massacres raciais da história do país, anunciaram responsáveis pelas buscas.

Realizado em 1921 por moradores brancos, o massacre deixou cerca de 300 mortos em um bairro negro daquela cidade de Oklahoma. Os restos foram descobertos no cemitério municipal de Oaklawn, em Tulsa, perto de um túmulo anônimo de um metro de profundidade. Eles ainda precisam ser analisados, informou Kary Stackelbeck, arqueóloga do estado, em entrevista coletiva.

Outros restos, que poderiam pertencer a uma segunda vítima, foram exumados em outro ponto do cemitério. "O fato de termos encontrado restos humanos que são potencialmente recuperáveis é, sem dúvida, algo positivo. Conhecemos muito melhor a topografia e a profundidade em que podemos esperar encontrar esses restos no futuro", explicou Kary.

A prefeitura de Tulsa decidiu em 2018 tentar localizar as vítimas do massacre, em um esforço de memória. As primeiras escavações ocorreram em julho, em outra área do cemitério, quando se buscavam valas comuns, sem sucesso.

O número preciso de vítimas do massacre permanece desconhecido. Vários corpos foram jogados no rio, queimados ou enterrados em valas anônimas.

Segundo o relatório oficial de uma comissão de investigação lançada em 2001, autoridades locais armaram alguns dos moradores brancos, nomeando-os "adjuntos" da polícia para a ocasião. Ninguém foi condenado pela violência.

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