Descolada rede francesa de hotéis abre unidade em Lisboa

A primavera transborda em Lisboa e o sol ilumina os pontos históricos da cidade, que fica ainda mais bonita sob o céu azul. A capital portuguesa está especialmente vibrante às vésperas do primeiro verão europeu sem o peso da Covid-19: de abril a agosto, hordas de turistas de todas as partes do mundo subirão e descerão as ladeiras centenárias. Os números falam por si. De acordo com as previsões da Comissão Europeia, Portugal será o país que mais crescerá no continente europeu em 2022. “O turismo está fervendo”, diz Fabiano de Abreu Agrela, assessor da Câmara Portuguesa de São Paulo.

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Nese cenário positivo, foi aberto o hypado hotel Mama Shelter, da rede criada pelo francês Serge Trigano (cofundador do Club Med), e seus flhos, Jérémie e Benjamin, em 2008, em Paris. De lá para cá, a marca se expandiu para 14 outras cidades do mundo, em países como Estados Unidos, Itália e Brasil. Em 2023, abrirá as portas em São Paulo, no bairro da Consolação. No Rio, o Mama, inaugurado em 2016, em Santa Teresa, foi fechado por causa da pandemia e, até agora, não voltou a funcionar.

O local escolhido fica no coração da capital portuguesa, entre o Príncipe Real e a Avenida da Liberdade. Está tudo bem pertinho e pronto para ser visitado a pé: o Jardim Botânico de 1768, a Casa Fernando Pessoa, onde o escritor morou nos 15 últimos anos de vida, e as lojas grifadas. De carro, a 20 minutos, fica a Costa de Caparica, com praias a perder de vista.

O espírito descontraído, em que a diversão está sempre em primeiro lugar, pulsa em todo o hotel. “Dizemos que somos um restaurante com quartos em cima”, conta o diretor geral, Henrique Tiago de Castro. A programação é versátil: tem DJ, pista de dança e roda de samba. “Também abrigamos um rooftop com vista espetacular, onde é possível contemplar cartões-postais da cidade, como o Castelo de São Jorge”, emenda. A decoração antimonotonia, inspirada na herança marítima de Lisboa e assinada por Benjamim El Doghaili, faz um mix de referências da Terrinha com toque moderno. Os azulejos são Viúva Lamego e peixes de todos os tipos em preto e branco cobrem o teto do restaurante, pintado pelo artista Beniloys. Cerâmicas Bordallo Pinheiro — “criadas especialmente para o Mama Shelter Lisboa”, frisa Benjamim El Doghail — flutuam no lustre do bar e nos quartos. No lobby, além de uma mesa de totó, dá para adquirir sex toys. “Independentemente da onde o hóspede vier, ele chegará ao Mama e poderá ser ele mesmo. Essa é a nossa filosofia”, ressalta Cédric Gobilliard, diretor da rede.

Para animar a estada, a gastronomia pilotada pelo chef Nuno Bandeira de Lima, em uma cozinha aberta, tem pratos como o polvo grelhado (com húmus, couve pak choi grelhada, pinhão e páprica). Os coquetéis levam nomes bem conhecidos por aqui: Pedro Álvares Cabral, com rum e licor de maracujá, é um deles.

Vale lembrar que não há serviço de quarto (as diárias custam a partir de mil reais). A mensagem é direta: como bem escreveu Fernando Pessoa, “às vezes, ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Lisboa chamando.

A repórter viajou a convite do Mama Shelter.

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