Descubra possível origem de 'mão gigante' encontrada em praia de SP e por que especialistas definem estrutura como 'rara'

Imagens que circulam nas redes sociais de uma ossada semelhante a uma mão humana gigante têm intrigado internautas. Um casal que passeava pela praia de Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, encontrou a estrutura misteriosa na manhã de domingo (20). Em seu perfil no Facebook, Letícia Santiago postou fotos e vídeos da descoberta questionando o que poderia ser.

Racismo e machismo: Sete em cada 10 feminicídios no Brasil são de mulheres negras

Rico, evangélico, amigo de estrelas: como sheik dos bitcoins projetou imagem de sucesso para dar golpe

“Eu e meu namorado, andando pela praia aqui em Ilha Comprida, encontramos essa 'espécie' de mão. Achamos que não é humana por conta do tamanho e da quantidades de falanges. O que será afinal?”, escreveu a jovem na rede social.

No vídeo publicado, é possível ver a estrutura óssea acinzentada com algumas partes amareladas, devido ao contato com a água. Na gravação, o casal diz que tropeçou na ossada após ver três pontinhos dos “dedos” para cima. Curiosos, os dois limparam o esqueleto, que estava coberto de areia, e ficaram tentando descobrir o que era.

“Não é humano de jeito nenhum. Pensa num trem duro da bexiga (sic). O bicho que é a gente também não sabe. Se é um alienígena, pior ainda”, brincou Letícia.

Trajédia: Jovem viaja para pedir mulher em casamento, mas capota e passa mais de 48 horas desaparecido

De acordo com o biológico Henrique Chupil, do Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), que realiza monitoramentos na praia de Ilha Comprida, pelas imagens é possível deduzir que se trata de um animal marinho de estrutura rara na região. No entanto, não se sabe se corresponde a nadadeira de uma tartaruga ou de um golfinho, ambos com incidência em Ilha Comprida.

— Não é possível afirmar a espécie, pois não tivemos acesso ao material. As tartarugas e os golfinhos têm estruturas semelhantes. Mas independente do que seja, é um aparecimento raro, visto que os animais marinhos de Ilha Comprida costumam ter estruturas menores — explica o biólogo.

Diariamente o IPeC localiza animais mortos no local, especialmente devido à atividade de pesca e acúmulo de lixo. Contudo, a maioria deles tem estatura de pequena a média.

O biólogo do Projeto Tamar Henrique Becker endossa a explicação de Chupil, ressaltando que possivelmente se trata de um bicho adulto. Uma curiosidade que será analisada, segundo o especialista, é o motivo pelo qual os ossos não se desgrudaram, visto que são divididos em estruturas pequenas.

— É curioso o fato de os ossos não terem se desgrudado. Talvez uma explicação seja a rigidez da estrutura de animais adultos. Com o devido estudo, chegaremos a uma resposta — diz o biológo.

O IPeC monitora o trecho 07 da Bacia de Santos, que compreende as praias da Ilha do Cardoso, Ilha Comprida e a Juréia (Iguape). Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou diretamente pelo (13) 3851-1779.