Desemprego cai a 12,1% no trimestre encerrado em outubro e retoma patamar pré-pandemia, diz IBGE

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Homem mostra carteira de trabalho enquanto busca oportunidades de emprego no centro de São Paulo

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil recuou para 12,1% no trimestre encerrado em outubro, menor patamar desde fevereiro de 2020, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, em desempenho melhor do que o esperado pelo mercado.

A queda da taxa de desocupação se deu em paralelo a uma nova retração da renda real dos trabalhadores, que vem sofrendo o impacto da inflação acelerada em meio à reabertura da economia após a fase mais aguda da pandemia da Covid-19.

A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa de desemprego ficaria em 12,3% no período agosto-outubro. Em fevereiro de 2020, antes do impacto da pandemia, o desemprego estava em 11,8%.

Na comparação com o trimestre anterior (maio-julho), a taxa de desemprego caiu 1,6 ponto. Ainda assim, a população desocupada é de 12,9 milhões de pessoas.

No período, o contingente de pessoas ocupadas aumentou 3,6% e o nível de ocupação (parcela de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi a 54,6%, maior patamar desde o trimestre encerrado em abril. Já o número de pessoas em busca de trabalho caiu 10,4%, para 12,9 milhões.

"A ocupação no mercado avança porque há fatores como vacinação crescendo, maior movimentação de pessoas e atividades pelo país, reabertura de estabelecimentos, e porque alguns trabalhadores por conta própria estão retomando as atividades após restrições em 2020", disse a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

Apesar da queda do desemprego, a renda real dos trabalhadores também voltou a cair no trimestre. O rendimento real habitual encolheu 4,6% frente ao trimestre anterior, para 2.449 reais. Na comparação com o mesmo período de 2020, a redução foi de 11,1%.

Segundo Beringuy, além da inflação, os rendimentos também têm refletido salários nominais mais baixos, tanto no emprego informal como no formal. "As pessoas estão conseguindo se recolocar, mas com salários menores", afirmou. "O que se vê é uma reação quantitativa e não qualitativa."

No trimestre encerrado em outubro, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado aumentou 9,5% (1 milhão de pessoas), enquanto o contingente de empregados com carteira cresceu 4,1% (1,3 milhão de pessoas). O número de pessoas trabalhando por conta própria aumentou 2,6% (638 mil) e o de trabalhadores domésticos cresceu 7,8% (400 mil).

A taxa de informalidade foi de 40,7% da população ocupada, o equivalente a 38,2 milhões de pessoas. Essa taxa estava em 40,2% no trimestre anterior e em 38,4% no mesmo trimestre de 2020, quando as restrições impostas pela pandemia eram maiores.

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