Desemprego cai para 8,1% no trimestre encerrado em novembro, segundo o IBGE

Influenciada pelo aumento de trabalhadores em postos formais, a taxa de desemprego caiu de 8,9% no trimestre encerrado em agosto para 8,1% no trimestre terminado em novembro. Isso significa que há 8,7 milhões de brasileiros procurando uma vaga no mercado de trabalho, o menor contingente desde o trimestre terminado em junho de 2015. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (dia 19).

Segundo o IBGE, a retração do desemprego guarda relação com o aumento de 0,7% na ocupação no período, que renovou o recorde ao atingir o maior nível da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

— Embora o aumento da população ocupada venha ocorrendo em um ritmo menor do que o verificado nos trimestres anteriores, ele é significativo e contribui para a queda na desocupação — explica a pesquisadora.

A perspectiva de um crescimento mais fraco da economia brasileira este ano tende a levar a uma reação mais lenta do mercado de trabalho no país.

Entre os motivos está o cenário externo desfavorável, com riscos de recessão em países que transacionam com o Brasil, e o cenário interno desafiador, que combina efeitos defasados juros altos e baixo índice de investimento das empresas.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) do FGV IBRE subiu para 74,7 pontos em dezembro, mas terminou o ano com saldo negativo 7,1 pontos e segue em patamar baixo.

Para Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, o indicador fraco parece refletir o cenário macroeconômico negativo e desafiador para o ano de 2023.

"Com a expectativa de uma desaceleração da economia, o mercado de trabalho tende a reagir de maneira negativa e dificilmente voltará, no curto prazo, à trajetória ascendente que teve em parte do ano de 2022", afirmou.