Desemprego recua para 13,7%, mas ainda atinge 14,1 milhões de brasileiros

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Pela primeira vez desde o início da pandemia, mais de 50% das pessoas com idade para trabalhar estão ocupadas, informou o IBGE nesta quinta-feira (dia 30). A melhora, ainda que lenta, no mercado de trabalho também é percebida na taxa de desemprego, que caiu a 13,7% no trimestre encerrado em julho, mas ainda atinge 14,1 milhões de brasileiros.

Também hoje, o Banco Central divulgou suas projeções de PIB e inflação. O BC espera que o PIB cresça 2,1% em 2022. A projeção para 2021 passou de 4,6% para 4,7%.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE mostram que o nível de ocupação subiu 1,7 ponto percentual para 50,2%.

“Essa é a primeira vez, desde o trimestre encerrado em abril de 2020, que o nível de ocupação fica acima de 50%, o que indica que mais da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país”, destaca a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

O aumento da ocupação foi puxado tanto pela abertura de vagas formais quanto pela informalidade. O trabalho por conta própria bateu novo recorde.

A taxa de demprego é um recuo frente os 14,7% registrados no trimestre encerrado em abril, que servem de base de comparação, quando o índice estava em nível recorde no país. Ainda assim, o país soma 14,1 milhões de pessoas na fila em busca de um trabalho.

A Pnad considera vagas formais e informais, e os dados são trimestrais. Já o Caged considera apenas vagas com carteira assinada. E as divulgações trazem informações sempre referente a um único mês.

Na última quarta-feira, foram divulgados os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostrou que em agosto foram criados 372,3 mil postos de trabalho formal. O resultado é reflexo de avanço na economia e do programa de manutenção de emprego.

Economistas avaliam que, na medida em que a vacinação avança no país e a economia conclui seu processo de reabertura, o número de desempregados tende a recuar.

Ainda assim, o aumento da população ocupada deverá crescer em menor magnitude do que a população economicamente ativa (que está empregada ou desemprego, mas à procura de trabalho), que voltará ao nível pré-pandemia.

Com isso, a expectativa é que o país conviva com níveis elevados de desocupação por bastante tempo, já que há um descompasso entre oferta e demanda de mão de obra.


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