Desemprego recua para 14,1% em junho, mas ainda atinge 14,4 milhões de brasileiros

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A crise no mercado de trabalho começa a dar sinais de recuperação. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta terça-feira (dia 31), mostram que a taxa de desemprego recuou para 14,1% no trimestre encerrado em junho.

É um recuo frente os 14,7% registrados no trimestre encerrado em março, quando o desemprego atingiu nível recorde no país. Ainda assim, o país soma 14,4 milhões de pessoas na fila em busca de um trabalho.

O recuo na taxa foi influenciado pelo aumento no número de pessoas ocupadas, que avançou 2,5%, um acréscimo de 2,1 milhões de trabalhadores, totalizando 87,8 milhões nessa condição.

Adriana Beringuy, analista da pesquisa, explica que o crescimento da ocupação ocorreu em várias formas de trabalho.

— Até então vínhamos observando aumentos no trabalho por conta própria e no emprego sem carteira assinada, mas pouca movimentação do emprego com carteira. No segundo trimestre, porém, houve um movimento positivo, com crescimento de 618 mil pessoas a mais no contingente de empregados com carteira — explica Beringuy.

Outro destaque da pesquisa foi o trabalho por conta própria, que atingiu o patamar recorde de 24,8 milhões de pessoas.

Isso representa um crescimento de 4,2% na comparação com o trimestre anterior e, em um ano, um avanço de 3,2 milhões de pessoas, alta de 14,7%.

Tanto na comparação mensal (52,2%) ciomo na comparação anual (62,7%), a alta na ocupação veio do aumento dos conta própria sem CNPJ.

A Pnad considera vagas formais e informais e apresenta dados trimestrais. Já as informações do Caged refletem números mensais apenas de empregos formais.

A Pesquisa do IBGE também considera trabalhadores por conta própria e funcionários públicos, ao passo que o Caged só considera aqueles que trabalham com carteira de trabalho assinada.

Economistas avaliam que, na medida em que a economia dá sinais de recuperação e a vacinação avança no país, mais pessoas voltam a procurar emprego.

Com isso, a expectativa é que o país conviva com níveis elevados de desocupação por bastante tempo, já que há um descompasso entre oferta e demanda de mão de obra.

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