Desenvolvedor do Bitcoin estimou que cada moeda poderia valer US$10 milhões no futuro

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Bitcoin. (Foto: Getty Images)
Bitcoin. (Foto: Getty Images)
  • Hal Finney fez ‘exercício mental’ em 2009.

  • Ele imaginou futuro em que bitcoin seria o principal meio de pagamento.

  • Segundo essa estimativa, preço de cada moeda seria estratosférico.

O desenvolvedor Hal Finney, um dos membros originais da comunidade que desenvolveu a tecnologia do bitcoin, estimou em janeiro de 2009 que no futuro, caso o bitcoin desse certo, cada moeda poderia valer até US$10 milhões.

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Hoje, o bitcoin é cotado, no fechamento deste texto, a cerca de US$37 mil.

O cálculo de Finney foi simples. Ele considerou a possibilidade de o bitcoin se tornar o principal meio de pagamentos e trocas de valores do planeta. Assim, todo o habitante do planeta precisaria ter um pouco para fazer suas transações.

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Ocorre que há um limite de moedas que podem ser mineradas, assim, a tendência é que cada unidade da cripto se torne mais e mais valiosa.

“Como um experimento mental divertido, imagine que o Bitcoin é bem sucedido e se torna o sistema de pagamento dominante no mundo”, escreveu Finney na época. “Então o valor total da moeda seria o equivalente ao total da riqueza do mundo. Estimativas atuais variam de US$100 trilhões a US$300 trilhões. Com 20 milhões de moedas, isso dá um valor de cerca de US$10 milhões para cada moeda.”

Bitcoin ‘respira’

O final de semana teve novos dias de altíssima tensão para os investidores de bitcoin e outras criptomoedas, que viram a cotação voltar a despencar, com o ápice das quedas ocorrendo na madrugada de sábado para domingo.

A cotação chegou a voltar ao patamar dos US$33 mil, com recuo de 13%. Foi o suficiente para uma nova onda de pânico se espalhar pelo mercado.

Ao final do domingo, no entanto, a cotação da mais valiosa das criptomoedas voltou a se recuperar. Fechou dia cotada a cerca de $37 mil.

Segundo um serviço que mede o “sentimento” no mercado de criptos, o nível de medo é neste momento considerado “extremo”.

‘Criptocalipse’

A manhã da última quarta-feira (19) viu o ápice do nervosismo até agora no mercado de criptomoedas, conforme a cotação do bitcoin despencou abruptamente, e em minutos passou dos US$38 mil para a faixa de US$31 mil, com a liquidação repentina de bilhões de dólares.

Entre os investidores do “núcleo duro” do bitcoin, o que se via era espanto, mensagens sobre “não olhar a cotação no dia de hoje” e, para alguns, oportunidade de comprar moedas a um preço muito mais atraente.

“Eu não vou vender”, escreveu Michael Saylor, presidente da MicroStrategy e um dos maiores compradores de bitcoin.

O “crash” desta quarta-feira é o ápice até o momento do desabamento que começou com o anúncio de Elon Musk de que a Tesla deixaria de receber bitcoins na venda de seus veículos. A notícia atingiu em cheio um mercado que já vinha carregado de nervosismo por conta de grandes vendas de “baleias” – grandes investidores com poder de mobilizar a cotação com seus movimentos de compra e venda.

O anúncio da Tesla jogou a cotação ainda mais para baixo, e a partir daí o preço do bitcoin desmoronou gradualmente, até chegar a pouco mais de US$31 mil.

Mas não foi só o bitcoin que caiu. O ether, segunda moeda mais valiosa nesse espaço, viu seu preço chegar a cerca de US$ 2,2 mil.

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