Deslizamento no Paraná: Buscas por desaparecidos na BR-376 entram no 4º dia

Imagem área de deslizamento no Paraná: Ao menos 30 estariam desaparecidos após queda de trecho da BR-376
Imagem área de deslizamento no Paraná: Ao menos 30 estariam desaparecidos após queda de trecho da BR-376

Nesta sexta-feira (2), equipes do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, entraram no quarto dia de buscas por desaparecidos na BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná. A estimativa é de que pelo menos 30 pessoas estejam desaparecidas no local.

Segundo os bombeiros, os trabalhos não foram interrompidos durante a madrugada com cerca de 18 socorristas que receberam reforços por volta das 6h, desta sexta, de maquinário para dar continuidade às buscas.

Cães farejadores, guinchos, caminhões, além de drones equipados com câmeras equipadas com sensores de calor, fazem parte da operação de buscas.

O governo estadual informou que também está em andamento o serviço de drenagem dos pontos alagados para evitar riscos de novos desmoronamentos.

Ao menos 16 carros, entre carretas e automóveis de passeio, foram arrastados pelos deslizamentos na BR-376 no quilômetro 669 na última segunda (28). O deslizamento deixou, até o momento, duas pessoas mortas. Outras seis pessoas já foram resgatadas com vidas.

Nesta quinta-feira (1º), as equipes conseguiram retirar o corpo da segunda vítima do local, identificada como o motorista Márcio Rogério de Souza, de 51 anos.

Ainda na quinta, o gabinete de crise criado pelo governo estadual informou que foram removidos do local todos os veículos que estavam visíveis desde o início do atendimento: seis caminhões e cinco veículos de passeio.

Os bombeiros pediram que familiares que procuram pessoas que podem estar entre as vítimas entrem em contato pelo telefone (41) 3361-7242, para ajudar as autoridades na identificação.

O que diz a concessionária?

A concessionária da BR-376, Arteris Litoral Sul, afirmou em nota ser prematuro fazer "qualquer afirmação sobre as causas do deslizamento" que atingiu a rodovia em Guaratuba, no litoral do Paraná.

Por ainda não ter embasamento técnico necessário para confirmação de causas, a empresa disse não ser possível fazer qualquer afirmação.

Antes do posicionamento, a concessionária alegou que o local do desastre é monitorado e "não apresentava riscos".