Pelo menos 102 crianças mortas de um total de 314 vítimas na Colômbia

(3 abr) Funeral de uma vítima do deslizamento de terra em Mocoa

Ao menos 102 crianças morreram no deslizamento de terra que devastou a cidade de Mocoa, no sul da Colômbia, em um balanço total de 314 vítimas fatais, de acordo com o último levantamento divulgado nesta sexta-feira (7).

Conforme informações da Unidade Nacional para Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), o número de feridos mantêm-se em 332, e 247 corpos já foram entregues às famílias.

Na quinta-feira (6), a diretora do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF), Cristina Plazas, afirmou que as autoridades já atenderam a mais de 1.200 crianças.

Nos abrigos há 97 mães, dentre elas algumas são gestantes, enquanto outras amamentam e cuidam dos recém-nascidos, conforme informações da Blu Radio Plazas, que fez questão de destacar que todos os menores sobreviventes estão acompanhados de algum familiar.

O desastre ocorreu por volta da meia-noite da sexta-feira (31) pela cheia de três rios, após fortes chuvas, e afetou 45.000 dos 70.000 moradores de Mocoa, no departamento de Putumayo, segundo cálculos oficiais.

A UNGRD contabiliza pelo menos 4.506 pessoas danificadas - sem moradia e necessitando de ajuda humanitária - distribuídas nos abrigos.

O diretor de Resgate da Cruz Vermelha na Colômbia, César Urueña, contou à AFP que a primeira etapa de busca e resgate já foi finalizada, e mobilizou mais de 300 socorristas de diversos órgãos.

No momento, há uma equipe de aproximadamente 140 socorristas "fazendo uma varredura", que inclui a remoção de escombros e da lama, mas focando no fornecimento de serviços básicos como água e abrigo para os sobreviventes, explicou.

Em Mocoa ainda não foi completamente restabelecida a energia elétrica, segundo o governo.

A UNGRD também assegurou que até agora receberam dados de 127 desaparecidos. Segundo a chancelaria, entre eles há três estrangeiros: um espanhol, um alemão e um equatoriano.

O Ministério de Relações Exteriores divulgou na quarta-feira a morte de uma cidadã equatoriana. Outros 25 estrangeiros, entre eles um canadense, um chileno, seis espanhóis, um turco e um israelense, conseguiram ser localizados sem dificuldades.

As autoridades calculam que a reconstrução da cidade amazônica possa durar dois anos.