Em 5 anos, nenhum desmatador da Amazônia investigado pelo MPF foi condenado

Eraldo Peres/AP Photo
Eraldo Peres/AP Photo

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Justiça não condenou nenhum desmatador da Amazônia investigado pelo MPF nos últimos cinco anos.

  • Segundo procurador do MPF da força-tarefa da Amazônia, impunidade estimula a prática de crimes na região; desde 2014 já foram feitas dez grandes operações, mas ninguém foi preso.

Nenhum grande desmatador investigado pela força-tarefa da Amazônia foi condenado pela Justiça nos últimos cinco anos. A informação é de procuradores do Ministério Público Federal (MPF), segundo os quais o combate ao desmatamento ilegal na Amazônia teve dez grandes operações de 2014 até hoje.

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A informação foi divulgada nessa sexta (13) pelo Jornal Nacional, da TV Globo, ao qual o procurador Daniel Azeredo afirmou que o prejuízo com crimes ambientais no Brasil chega a R$ 9 bilhões. O cálculo considera os dados de desmatamento registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o valor de mercado das terras devastadas.

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Para avaliação de Azeredo, o que estimula a prática de crimes na Amazônia é a impunidade. Além disso, as penas para esse tipo de crimes são consideradas baixas e não levam à prisão em regime fechado.

"O crime ambiental na Amazônia não é um crime isolado, ele faz parte de uma rede maior de organizações criminosas. Nós temos ali várias organizações criminosas instaladas com modus operandi parecidos com organizações que traficam drogas, que fazem tráfico de pessoas", disse.

Esse tipo de crime, sublinhou o procurador, pode estar relacionado à lavagem de dinheiro, crimes tributários, corrupção de servidor público, falsidade documental, ameaça às populações tradicionais e mesmo crimes contra a vida.

"A gente sabe que o Brasil tem o maior número de homicídios contra aqueles que defendem a floresta e o meio ambiente, e a Amazônia é recorrente nesse tipo de caso. Então você não pode combater o crime ambiental de forma isolada, e nem achar que ele é uma questão unicamente ambiental”, destacou.

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