Desmatamento na Amazônia atinge em 2019 maior nível em 11 anos, diz Inpe

Reuters

O desmatamento na Floresta Amazônica brasileira cresceu 29,5% nos 12 meses encerrados em julho, atingindo o maior nível em 11 anos, com 9.762 quilômetros quadrados de área desmatada, informou nesta segunda-feira (18) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O número representa o maior nível de desmatamento desde 2008 e confirma dados mensais preliminares que mostravam um aumento significativo do desmatamento durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, que defende o desenvolvimento econômico da região.

Ontem, as informações foram antecipadas à Reuters. “Deve ficar entre 9 mil e 11 mil quilômetros quadrados. Essa é a projeção que se faz com base nos dados que o Deter revelou para esse mesmo período”, disse à agência de notícias o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, responsável por monitorar o desmatamento, Gilberto Câmara, no último domingo (17).

Entenda a metodologia do Inpe

O índice também foi apontado por outras fontes ouvidas pela Reuters com conhecimento dos dados.

O mesmo número foi estimado também em um estudo publicado no periódico Global Challenge Biology, que analisou as causas e os números da crise das queimadas na Amazônia este ano.

Usando a comparação entre os dados do Deter ―sistema mensal de monitoramento de desmatamento usado pelo Inpe, mais impreciso, mas que gera alertas de onde há suspeita de ação de desmatadores― e a relação tradicional com os números anuais do Prodes, o estudo, liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (MG) e da universidade britânica de Lancaster, apontou para um desmatamento de cerca de 10 mil quilômetros quadrados.

De acordo com os dados disponíveis nas páginas do Inpe, o Deter levantou, no mesmo período usado pelo Prodes ―1º de agosto de 2018 a 31...

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