Desmond Tutu: sul-africanos se despedem do religioso que enfrentou o apartheid e ajudou a mudar a história

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A missa de réquiem para Desmond Tutu na catedral anglicana da Cidade do Cabo, onde pregou incansavelmente contra o regime racista do apartheid, permitiu que seus familiares e todos os sul-africanos se despedissem neste sábado (1) do arcebispo pela última vez.

Sob um céu cinzento e uma garoa fina, familiares, amigos, mas também a viúva do último presidente branco do país, Frederik de Klerk, e muitos religiosos, chegaram ao templo esta manhã para o funeral do religioso, falecido aos 90 anos.

"Papai diria que o amor que todos demonstraram (esta semana) é reconfortante", disse sua filha Mpho aos participantes. "Agradecemos por ele ter sido tão amado".

Tutu era “um cruzado na luta pela liberdade, justiça, igualdade e paz, não somente na Africa do Sul, seu país natal, como no mundo todo”, declarou o presidente Syril Ramaphosa em seu elogio fúnebre. Em seguida, ele entregou à viúva de Tutu, "Mama Leah", como os sul-africanos a chamam afetuosamente, uma bandeira nacional.

O arcebispo, que morreu em 26 de dezembro e era carinhosamente apelidado de 'The Arch', queria uma cerimônia simples e havia descrito em detalhes a missa que desejava.

O caixão em que permaneceu na Catedral de São Jorge nos dois dias anteriores, para que milhares de pessoas pudessem vir homenagear sua memória, foi feito de pinho claro. Ele havia pedido "o mais barato possível", em um país onde os funerais costumam ser uma demonstração de opulência.

Caixão simples, poucas flores


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