Desmonte ambiental: Ibama só tem 26% do contingente necessário para fiscalização de biomas

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RIO — Enquanto os delitos ambientais se multiplicam no país, com o avanço dos índices de queimadas e desmatamento, o efetivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encolhe. Se há uma década o órgão tinha mais de 4 mil servidores, esse número terá caído pela metade no ano que vem, caso não sejam abertas as vagas recomendadas pelo instituto. O Ibama conta hoje com apenas 26,6% do número de analistas necessários para ações de fiscalização, segundo a própria autarquia.

No início de maio, a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (CGGP) do instituto defendeu, em nota técnica, a realização de um concurso público para a contratação de 2.348 servidores, sendo que 1.264 atuariam como analistas ambientais da Diretoria de Proteção Ambiental. Hoje, apenas 458 funcionários cumprem essa função.

O quadro crítico, no entanto, não se restringe ao monitoramento de florestas e outros ecossistemas do país. De acordo com a nota, o Ibama terá, no ano que vem, menos de 50% de suas vagas ocupadas — serão 2.169 preenchidas e 2.741 ociosas. Daí em diante, a situação tende a ficar pior, diante do “altíssimo índice de aposentadorias que deverão ocorrer nos exercícios (anos) vindouros”.

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