Ex-CEO gastou R$ 1,2 milhão em clubes de strip como 'despesas comerciais'

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O CEO Pierin Vincenz é um dos sete principais  e associados em julgamento em Zurique por suposto enriquecimento, fraude e má gestão
O CEO Pierin Vincenz é um dos sete principais e associados em julgamento em Zurique por suposto enriquecimento, fraude e má gestão (REUTERS/Arnd Wiegmann)
  • Pierin Vincenz, ex-diretor do banco Raiffeisen Switzerland, já foi eleito "banqueiro do ano"

  • Promotores querem que réus paguem mais de R$ 417 mi e cumpram seis anos de prisão

  • Autoridades precisaram transferir julgamento de um tribunal local em Zurique para um grande teatro

Um ex-presidente de um banco suíço que está sendo julgado por fraude agora diz que os quase US$ 220 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) que gastou em clubes de strip foram uma 'despesa comercial' legítima. Pierin Vincenz, ex-diretor do banco Raiffeisen Switzerland, que já foi homenageado como "banqueiro do ano", também afirmou em um tribunal suíço que gastou US$ 760 (mais de R$ 4 mil) em um jantar com uma mulher que conheceu no aplicativo Tinder, porque estava pensando em contratá-la.

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Gastos exacerbados e inadequados

Enquanto isso, os promotores suíços também alegaram que Vincenz acumulou uma conta de hotel de US$ 4,5 mil (superior a R$ 24 mil) que incluía reparos no quarto depois que ele e uma stripper com quem estava namorando na época entraram em uma briga “maciça” que causou danos significativos. A ex-empresa de Vincenz também diz que o ex-CEO gastou US$ 30 mil (R$ 162 mil) em dinheiro da empresa para fazer uma viagem de clube de culinária a Maiorca, uma ilha espanhola, em um jato particular, segundo a Reuters.

Restituição milionária e prisão

Vincenz é um dos sete principais banqueiros e associados em julgamento em Zurique por suposto enriquecimento, fraude e má gestão. Alega-se que Vincenz usou sua posição para fazer acordos paralelos secretos, além daqueles feitos oficialmente entre Raiffeisen e outras partes entre 2006 e 2017. Os promotores querem que Vincenz, de 65 anos, e seus co-réus paguem uma restituição totalizando US$ 77 milhões (mais de R$ 417 mi) e cumpram seis anos de prisão.

Todos os sete que foram acusados ​​estão negando as acusações. O julgamento atraiu intenso escrutínio da mídia na Suíça, e o interesse da imprensa foi tão grande que as autoridades precisaram transferir o julgamento de um tribunal local em Zurique para um grande teatro.

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