'Despetização' trava exonerações na Casa Civil e demitidos são renomeados para resolver problema

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (Fátima Meira/Futura Press)

As mudanças decorrentes do anúncio do ministro Onyx Lorenzoni sobre “despetização” na Casa Civil renderam alguns entraves no corte promovido pela pasta. Segundo o Painel, da Folha de S. Paulo, a demissão em massa deixou o ministério sem funcionários para administrar pedidos de exoneração e nomeação.

Para lidar com a transição, o órgão precisou renomear algumas pessoas que havia desligado para tentar resolver o problema. A estimativa é que ao menos 300 servidores comissionados seriam demitidos da Casa Civil.

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O anúncio foi realizado no dia 2 de janeiro, mesmo dia em que Onyx foi empossado no cargo e um dia após a cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“É importante para retirar da administração todos os que têm marca ideológica clara. Sabemos do aparelhamento que foi feito nos quase 14 anos que o PT aqui ficou. É fazer a despetização do governo federal”, disse o ministro. “Para não sair caçando bruxa, a gente exonera e depois conversa”, acrescentou.

Entre os servidores demitidos, que souberam da decisão pela imprensa e foram informados oficialmente apenas no dia seguinte do anúncio, a notícia foi recebida com indignação. A demissão coletiva não poupou mulheres grávidas nem mães em licença-maternidade.