Destaque da NASA: nebulosa escura e estrelas estão na foto astronômica do dia

A nebulosa escura LDN 1251 é a imagem selecionda pela NASA como o destaque no site Astronomy Picture of the Day nesta quinta-feira (24). Este objeto é uma grande nuvem de poeira a aproximadamente 1.000 anos-luz do nosso planeta e, em seu interior, há estrelas em formação.

A LDN 1251 é, na verdade, parte de um complexo de nebulosas escuras. Estudos destas nuvens revelaram que elas contêm choques energéticos e ejeções de materiais associados a estrelas recém-nascidas.

Confira:

A nebulosa escura LDN 1251 abriga estrelas em formação (Imagem: Reprodução/Stefano Attalienti)
A nebulosa escura LDN 1251 abriga estrelas em formação (Imagem: Reprodução/Stefano Attalienti)

Ela contém objetos Herbig-Haro que, embora estejam ocultos em meio à poeira, aparecem aqui “denunciados” pelo brilho avermelhado. Estes objetos são regiões de nebulosidade brilhante normalmente associadas a estrelas recém-nascidas.

Estes objetos nascem dos jatos de gás parcialmente ionizado das estrelas, que colide com nuvens de gás e poeira por perto. Ao encontrá-los, os jatos “limpam” a área e abrem espaço, como se fossem fluxos de água correndo por areia.

As nebulosas escuras

De forma geral, podemos dizer que as nebulosas são grandes nuvens de gás e poeira no espaço. Há diferentes tipos de nebulosas e, entre eles, estão as nebulosas escuras, nuvens interestelares com tanta poeira que dispersam e absorvem a luz visível, tornando-se opacas.

Por isso, elas se destacam quando estão em frente a alguma nebulosa de emissão luminosa, ou até em áreas repletas de estrelas. As nebulosas escuras são bastante frias, e têm temperaturas que variam de 10 a 100 K (de -263 ºC a -173 ºC). O interior delas dá origem a moléculas de hidrogênio, que são como “ingredientes” fundamentais para a formação de estrelas.

Ainda, as nebulosas escuras podem ser de tamanhos variados: as maiores, conhecidas como “nuvens moleculares gigantes”, podem chegar a um milhão de massas solares. Já as menores, conhecidas como “glóbulos de Bok”, têm menos de 2.000 massas solares.

Fonte: Canaltech

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