Destaque em Pan-Americanos, nadadora que trocou São Paulo pelo Rio na pandemia disputa segunda Olimpíada

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RIO — Prestes a embarcar para o Japão, no próximo sábado, a nadadora Larissa Oliveira, de 28 anos, considera este o auge de sua carreira. Representando o Brasil nas categorias de revezamento 4 x 100 livre feminino e 4 x 100 medley misto na Olimpíada, a moradora do Leblon está com grandes expectativas diante dos desafios que a aguardam.

— Estou muito ansiosa. Fiz uma boa temporada, e isso traz uma animação para encarar a competição. Vai ser bacana voltar ao Japão. Estive lá em 2018 para os eventos-teste; a equipe passava pela piscina de Tóquio em construção. Vai ser como rever um amigo — brinca ela, que já havia participado dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

A base do Comitê Olímpico do Brasil (COB) ficará na cidade de Sagamihara, a 70 quilômetros de Tóquio.

Nadando profissionalmente desde 2009, ela tem uma rotina de treinos que inclui mais de quatro horas na água por dia, metade pela manhã e a outra parte durante a tarde, além de séries de outros exercícios físicos. E seu esforço tem dado resultado. Além da participação nas Olimpíadas, ela detém o título de maior medalhista do Brasil em Jogos Pan-Americanos, com dez pódios.

Apesar do amor pela Cidade Maravilhosa e do seu bom momento na equipe de natação do Flamengo, Larissa mora no Rio apenas desde 2020. Antes, nadava pelo Corinthians.

— No ano passado, o Rio foi um dos primeiros lugares a liberar as piscinas; então vim passar um tempo para retomar meus treinos. Eu me apaixonei pela cidade e acabei fechando com o Flamengo — conta. — A energia do carioca é inexplicável. E é ótimo estar em uma equipe tão importante.

Ela também destaca um dos projetos realizados pelo time, em parceria com a ENS, Escola de Negócios e Seguros, que oferece mais de 100 bolsas de estudos em cursos de graduação para os atletas filiados. A expectativa é que a iniciativa lhes garanta uma carreira após o fim de seus ciclos no esporte. Larissa, que ainda não consegue se ver fora das piscinas, é formada em Educação Física e pretende seguir por este caminho:

— O esporte não nos ensina quando parar, e oferecer ensino aos jovens é ajudar com seu futuro. Eu me formei e provavelmente trabalharei com isso quando parar de competir, mas não penso nisso agora. Apesar de já ter corrido atrás de minha segunda opção, prefiro focar no quanto estou feliz agora.

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