Destino de Zaquieu leva Filó às lágrimas e discute xenofobia em "Pantanal"

Zaquieu em
Zaquieu em "Pantanal" (Globo/João Miguel Júnior)

Em uma cena forte de "Pantanal", Zaquieu (Silvero Pereira) levou Filó às lágrimas ao contar sobre seu passado e as dificuldades financeiras e culturais que encontrou como filho de uma mulher pobre e nordestina no Rio de Janeiro. O personagem, que trabalhou grande parte da vida para Mariana (Selma Egrei), contou que nasceu em uma dependência de empregada e teve uma infância difícil.

"A minha mãe me pariu em dependência de empregada. Quando a bolsa estourou os patrões tinham saído pra jantar. Depois fui criado no chiqueirinho da lavanderia. O patrão dela me amava, me colocava no colo, contava histórias. E quando a patroa não estava em casa, ele passava o dia brincando comigo. Até o dia que a esposa dele me viu chamando ele de pai", contou Zaquieu. Chocada, Filó perguntou o que aconteceu, e o ex-mordomo disparou:

"O que acontece quando uma mulher pobre nordestina incomoda a patroa? Ela foi mandada para o olho da rua, sem eira nem beira, difamada pelos quatro cantos do RJ e não conseguiu mais emprego. Fomos pulando de casa em casa, até que ela não aguentou mais e foi embora para a terrinha dela. Ela não conseguiu me levar, e me deixou aos cuidados da última patroa. E aqui estamos novamente", contou ele, em meio às lágrimas.

A história de Zaquieu não é novidade para ninguém que cresceu em grandes metrópoles brasileiras, nas quais o modelo de escravidão permanece firme e forte e empregadas domésticas vivem em condições insalubres e sem perspectiva de mudança. A situação piora quando fatores como raça e xenofobia entram em cena, considerando que a maior parte das pessoas contratadas para trabalhar em condições anàlogas à escravidão são nordestinas e pretas. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o trabalhador exposto à escravidão contemporânea tem perfil preto, analfabeto funcional, idade médica de 31 anos e renda mínima.

Nova chance

Zaquieu (Silvero Pereira) foi embora do Pantanal após sofrer ataques homofóbicos dos peões, especialmente de Tadeu (José Loreto). O personagem viajou ao lado da patroa, Mariana (Selma Egrei), e tentou se adaptar ao local, mas não suportou a chacota e a masculinidade tóxicas dos peões de José Leôncio. Percebendo a gravidade do que aconteceu após uma conversa com Irma (Camila Morgado) e Mariana, José Leôncio (Marcos Palmeira) chamou os peões para uma conversa série sobre homofobia.

Com saudade de Mariana e desacostumado a morar sozinho na mansão no Rio de Janeiro, Zaquieu dará mais uma chance ao bioma e voltará para a fazenda. Mariana vai celebrar o retorno do amigo, e José Leôncio tentará pedir desculpas pelo que aconteceu.

"Eu não queria que você tivesse ido embora daqui daquela maneira. Vou te arrumar mais que um quarto, vou mandar armas uma roda de viola em sua homenagem", explica o fazendeiro, feliz em ter mais uma chance. Zaquieu ficará emocionado com o ato do fazendeiro e decidirá permanecer no Pantanal.

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