Saiba detalhes da operação quer matou o miliciano Adriano da Nóbrega

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O ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega estava sendo monitorado na Bahia há mais de um mês. A Polícia Civil do Rio foi acionada pelo MInisterio Público do estado para descobrir seu paradeiro e fazer uma operação para capturá-lo pouco antes de Natal do ano passado. A polícia sabia que ele passaria o Natal na Costa do Sauípe com a família.

A polícia localizou a casa que Adriano alugou há duas semanas e fez uma operação para prendê-lo. O ex-policial conseguiu fugir do local por uma área de mangue. Ele alugou a casa usando um documento falso e chegou até a organizar uma festa de Réveillon no imóvel com a família.

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Após fugir da casa, Adriano continuou na região, mas na casa de um homem que ele havia conhecido por participar de vaquejadas na região. Leandro Guimarães, que também foi preso ontem, abrigou Adriano por quase uma semana em sua casa na cidade de Esplanada, a três horas da Costa do Sauípe. Leandro, que tem fazendas na região, afirmou à polícia que Adriano se aproximou dele dizendo que queria comprar uma fazenda na região e pedindo abrigo.

Horas antes da operação das polícias da Bahia e do Rio para tentar capturar o ex-capitão Adriano da Nóbrega, o miliciano fugiu da fazenda em que estava escondido. A bordo de uma picape branca Hylux, ele percorreu oito quilômetros e chegou à chácara do vereador Gilsinho da Dedé, que é filiado ao PSL, onde tentou se esconder. Ao iniciar a operação, os policiais descobriram que Adriano havia fugido com um carro em nome de terceiros. Na ação do Bope da Bahia, que mobilizou cerca de 70 agentes, três PMs dispararam, e dois tiros acertaram o miliciano, que morreu.

Gilsinho da Dedé (PSL), dono da propriedade, conta que está de viagem em Recife e soube da operação através de um telefonema de um vizinho, durante o tiroteio:

— Não sei como ele conseguiu entrar lá. Soube do tiroteio por vizinhos e, depois, que vi na imprensa que ele tinha morrido lá. Não o conheço e nunca fui apresentado a ele.

De acordo com a polícia, a operação mobilizou cerca de 70 agentes do Bope da Bahia. Os militares se separaram para cobrir toda a área e impedir uma possível fuga do miliciano na região. Na abordagem à casa, numa área isolada, três PMs formaram um triângulo. O primeiro policial, na frente, segurou um escudo e arrombou a porta. Em seguida, segundo a polícia, Adriano atirou e houve confronto. O ex-capitão da PM, então, foi atingido por dois tiros. Levado ao hospital, ele não resistiu.

O ex-caveira usava identidades falsas, como a deixada para trás no primeiro esconderijo estourado pelas polícias Civil do Rio e da Bahia, na Costa do Sauípe, também na Bahia. Segundo a polícia, Adriano fugiu do local cinco minutos antes da chegada dos agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Bahia. Os investigadores descobriram que ele mantinha as janelas abertas para escapar, se a casa fosse invadida, o que acabou acontecendo. A escolha do imóvel, com diária de R$ 1 mil, foi estratégica. A residência dá fundos para uma lagoa, e o ex-militar teria fugido pelo mangue.

Do EXTRA