Detenções e operação israelense na Cisjordânia após ataque reivindicado por grupo palestino

Posto de controle das forças de segurança de Israel na entrada da localidade palestina de Azzoun, ao norte da Cisjordânia ocupada, durante operação do exército em 30 de abril de 2022 (AFP/JAAFAR ASHTIYEH) (JAAFAR ASHTIYEH)

As forças israelenses efetuaram neste sábado detenções no norte da Cisjordânia ocupada e reforçaram a presença para tentar encontrar os autores de um ataque violento, reivindicado por um grupo palestino.

Na sexta-feira à noite, dois agressores mataram a tiros um guarda de 20 anos em um dos acessos à colônia israelense de Ariel, localizada no norte da Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967. A identidade da vítima não foi divulgada.

Os criminosos fugiram em um carro e as forças israelenses iniciaram uma operação para encontrar os dois.

O ataque foi reivindicado neste sábado pelas Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado do partido Fatah do presidente palestino Mahmud Abbas.

"Reivindicamos a responsabilidade pela heroica operação na colônia Ariel, na qual um oficial sionista (israelense) morreu. Foi executada em reposta às violações cometidas pelo governo de ocupação em Jerusalém", afirma um comunicado divulgado pelo grupo.

O texto faz referência aos confrontos entre policiais israelenses e manifestantes palestinos nas últimas duas semanas, que deixaram quase 300 feridos palestinos na área da Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, setor palestino da Cidade Sagrada ocupado e anexado por Israel.

A Esplanada das Mesquitas é considerada o terceiro local sagrado para os muçulmanos e o mais sagrado para os judeus, com o nome de "Monte do Templo".

No norte da Cisjordânia, a presença de soldados israelenses foi reforçada, em particular nos acessos à localidade palestina de Salfit, vizinha de Ariel, informou o exército em um comunicado.

Os soldados também anunciaram detenções de "suspeitos de terrorismo" e apreenderam armas na localidade palestina de Bruqin, ao oeste de Ariel, e no campo de refugiados de Balata, perto de Nablus.

O exército designa como "terroristas" palestinos suspeitos de executar ataques ou de ajudar a cometer tais atos.

Ao mesmo tempo, dezenas de palestinos compareceram neste sábado ao funeral de um jovem de 20 anos morto a tiros durante uma operação do exército israelense na cidade de Azzoun, a 20 quilômetros da colônia de Ariel.

Procurada pela AFP, uma porta-voz do exército afirmou que a operação de Azzoun está vinculada à "busca dos terroristas autores do ataque de Ariel".

A morte do guarda na colônia israelense da Cisjordânia aumenta a 15 o número de vítimas fatais em ataques anti-israelenses desde 22 de março, incluindo um policial árabe-israelense e dois ucranianos

Dois atentados foram cometidos em Tel-Aviv por palestinos procedentes da Cisjordânia

Depois dos ataques, o exército israelense realizou várias operações na Cisjordânia, marcas por confrontos violentos.

Desde então, 27 palestinos e três árabe-israelenses morreram (incluindo os autores dos ataques) em confrontos com as forças israelenses.

Quase 475.000 israelenses vivem na Cisjordânia, em colônias consideradas ilegais pelo direito internacional. Mais de 2,8 milhões de palestinos vivem no território.

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