Detentos fogem de centro de detenção provisória em SP

***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL, 20-03-2014 - Tropa de Choque da Polícia Militar entra no Centro de Detenção Provisória (CDP) no Belém, Zona Leste de São Paulo. Os agentes penitenciários, em greve há dez dias, impediram a entrada de caminhões com cerca de 100 presos na unidade. (Foto: Adriano Lima/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de detentos fugiu das celas do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Chácara Belém, na zona leste da capital paulista, no início da noite deste domingo (5).

A Polícia Militar disse que foi acionada para atender a ocorrência por volta das 18h30, mas, quando chegou ao local, os presos já haviam escapado.

A unidade está localizada na avenida Condessa Elizabete Robiano, na altura do número 900, no Belém.

A Secretaria de Administração Penitenciária, da gestão Doria (PSDB), foi procurada pela reportagem para detalhar as circunstâncias da fuga, o número de fugitivos e quais medidas serão tomadas para conter novas fugas, mas até esta publicação a pasta ainda não havia se manifestado.

O CDP do Belém foi inaugurado em fevereiro de 2000 e abriga presos provisórios, ou seja, que ainda não foram condenados pela Justiça. Tem capacidade para 853 detentos, mas abriga 1.283.

POPULAÇÃO CARCERÁRIA

O número de presos do sistema carcerário de São Paulo mais que quadruplicou nos últimos 25 anos e atingiu, em maio de 2019, a maior população de sua história, 235.775 pessoas, segundo dados do governo paulista.

Nesse período, o estado foi administrado praticamente apenas pelo PSDB, partido do atual governador João Doria, com exceção das breves passagens do PFL, de Cláudio Lembo, e do PSB, de Márcio França.

São Paulo atingiu essa marca em meio ao processo de concessão à iniciativa privada, pela primeira vez, da gestão compartilhada de quatro unidades prisionais no estado.

Até o final deste ano, o governo Doria pretende destinar quase 20 unidades a parcerias, incluindo por meio de PPP (Parceira Público-Privadas), como já ocorre em outros estados do país.

O total de detentos inclui as prisões cíveis, como as por não pagamento de pensão alimentícia (responsabilidade da Segurança Pública), que somavam 1.979 pessoas.

Sem elas, são 233.796 presos criminais -condenados ou provisórios-, população equivalente à estimada para a cidade de Araraquara (233.744 habitantes).