Detetive do caso Madeleine acusa governo de acobertar morte da menina

Um ex-detetive que liderou as investigações sobre o desaparecimento de Madeleine McCann alega que o MI5 ajudou a encobrir a morte dela.

O ex-chefe da polícia portuguesa Gonçalo Amaral, de 56 anos, disse num documentário Australiano que agentes secretos britânicos “certamente estavam envolvidos” no desaparecimento de Maddie, que sumiu quando tinha 3 anos, em 2007.

O Sr. Amaral também alegou que, surpreendentemente, o ex-primeiro-ministro Gordon Brown estava envolvido no acobertamento do caso.

Gonçalo Amaral afirmou que o ex-primeiro-ministro Gordon Brown ajudou a encobrir o desaparecimento de Madeleine McCann (Rex)

O ex-policial trabalhou no caso quando Maddie desapareceu do apartamento na Praia da Luz, em Portugal, onde a família McCann deixou a filha, enquanto Kate e Gerry jantavam com amigos.

Ele se demitiu seis meses após ser removido do caso, mas escreveu um livro usando arquivos da polícia e apresentou uma teoria de que ela havia sido morta ainda no apartamento.

A família McCann ignorou essa teoria e o Sr. Amaral não apresentou quaisquer evidências que apoiassem a possibilidade do envolvimento do ex-primeiro-ministro ou do Serviço Secreto Britânico.

O documentário, anunciado como “um evento marcante na história da televisão”, sugeriu também que uma nova testemunha chave, que trabalhava no resort Praia da Luz na época do desaparecimento de Maddie, estava sendo procurada.

Um professor teorizou que a criança havia sido atropelada por um motorista, que escondeu o corpo em uma das 600 fontes do resort.

Falando sobre as teorias mais recentes do Sr. Amaral, Gerry McCann disse: “Quanto menos falarmos sobre Gonçalo Amaral, melhor”.

Um porta-voz da polícia Portuguesa acrescentou: “Caso o programa de TV australiano tenha quaisquer pistas dignas de nota, devem entregá-las à polícia imediatamente”.

O Sr. Amaral fez as surpreendentes alegações em um novo documentário (Rex)

Um ex-policial da Scotland Yard também sugeriu que Maddie foi sequestrada e traficada para a Mauritânia, na África Ocidental, antes de ser vendida a uma família rica do Oriente Médio.

O ex-detetive Colin Sutton disse ao Mirror: “A Mauritânia é certamente uma possibilidade que precisa ser explorada”.

“Se alguém quisesse levar a menina de três anos para a África, seria a rota mais óbvia a se tomar”.

“A infraestrutura e os contatos para realizar o contrabando de pessoas já existem”.

O Sr. Amaral foi processado por difamação, em julho de 2009, pelos McCann, mas venceu na justiça após os juízes decidirem que ele tinha o “direito à liberdade de expressão”, que o permitia fazer as alegações encontradas em seu livro.

O Yahoo News UK contatou o escritório de Gordon e Sarah Brown e Downing Street para perguntar sobre as suposições mais recentes relacionadas ao caso.

Foto: Rex

Andy Wells

Yahoo News UK