Evacuação de milicianos e civis em Ghouta continua pelo segundo dia

Beirute, 23 mar (EFE).- A evacuação de combatentes e civis da cidade de Harasta, em Ghouta Oriental, o principal reduto opositor dos arredores de Damasco, continuou nesta sexta-feira pelo segundo dia consecutivo, em aplicação do acordo firmado entre uma facção islamita da região e as autoridades sírias.

A televisão oficial do país informou que hoje saíram seis ônibus de Harasta com 346 pessoas, das quais 97 são milicianos, e que o processo ainda não acabou.

Essas pessoas se dirigirão à província de Idlib, controlada quase totalmente pela Organização de Libertação do Levante, a aliança da ex-filial síria da Al Qaeda, e outras facções.

A evacuação, que acontece sob a supervisão do Crescente Vermelho da Síria, começou ontem com a saída de 1.514 civis e milicianos de Harasta, que está sob o domínio do Movimento Islâmico dos Livres Sham, que obteve um pacto com as autoridades que na prática representa uma rendição.

De acordo com televisão síria, está previsto que um total de 6 mil civis e 1,5 mil guerrilheiros abandonem Harasta.

Esta cidade está cercada pelo exército sírio e seus aliados, da mesma forma que os outros dois redutos rebeldes que ficam em Ghouta Oriental: a cidade de Duma, controlada pelo Exército do Islã, e uma região que engloba as localidades de Haza, Ain Tarma, Arbin e Zamalka, entre outras, dominada pela Legião da Misericórdia e a Organização de Libertação do Levante.

Em paralelo à evacuação de Harasta, nesta sexta-feira prosseguiu a saída de cidadãos de outras partes de Ghouta Oriental em direção a locais sob o controle das autoridades nos arredores de Damasco.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos apontou que 2.450 civis deixaram a região hoje através do corredor aberto pelas forças armadas no campo de refugiados palestinos de Al Wafidin, enquanto a televisão síria elevou esse número para 4.300.

O Observatório indicou que nos últimos oito dias mais de 120 mil cidadãos fugiram de Ghouta Oriental para áreas dominadas pelo exército. EFE