Deutsche Bank cortará 9 mil postos de trabalho e vai deixar 10 países

O CEO John Cryan participa de uma entrevista coletiva em Frankfurt
O CEO John Cryan participa de uma entrevista coletiva em Frankfurt

O Deutsche Bank anunciou nesta quinta-feira que vai suprimir 9.000 postos de trabalho e sair de 10 países, com o objetivo de cortar gastos em 3,8 bilhões de euros até 2018.

O fim dos 9.000 postos, sendo 4.000 na Alemanha, onde o banco deve fechar 200 agências, acontecerá de "forma justa", prometeu em uma entrevista coletiva em Frankfurt o presidente John Cryan, que assumiu o cargo em julho.

O maior banco alemão anunciou ainda que encerrará as atividades locais na Argentina, Chile, México, Peru, Uruguai, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Malta e Nova Zelândia.

O grupo também eliminará 6.000 postos de consultores externos e cederá nos próximos dois anos ativos que representam até 20.000 postos de trabalho, anunciou Cryan.

O britânico já havia dado a entender que preparava uma ampla reestruturação quando assumiu a presidência do banco.

"Infelizmente, isto passa pelo fechamento de algumas de nossas filiais e das atividades em alguns países, e implica reduzir os funcionários", disse.

"Nunca é uma tarefa fácil e não faremos de maneira superficial", completou.

A reestruturação foi pensada para ajustar o grupo, que no terceiro trimestre sofreu um prejuízo líquido recorde de 6,01 bilhões de euros e acaba de anunciar que não pagará dividendo aos acionistas em 2015 e em 2016.

De acordo com Cryan, os resultados "muito decepcionantes" são explicados pelo fato do Deutsche Bank ter sido obrigado a depreciar fortemente o valor de seu banco de investimentos para antecipar-se à nova regulamentação financeira europeia, mais rígida, e pelos custos dos vários processos judiciais que envolvem o banco.

"Exceto por um milagre", o grupo registrará prejuízo no conjunto de 2015, segundo o seu presidente.