Devastação da floresta afeta cor de borboletas na Amazônia

Ana Lucia Azevedo
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RIO — Cientistas brasileiros e britânicos descobriram que, nas áreas devastadas da Amazônia, florestas e mariposas estão menos coloridas. O fenômeno é um dos sinais de mudança ambiental mais icônicos, símbolo da poluição causada pela Revolução Industrial, no século XIX. Os insetos de asas escuras tiveram vantagem sobre os de asas claras por se camuflarem melhor na fuligem, num exemplo clássico da Teoria de Evolução, de Darwin.

Agora, as espécies precisam enfrentar o desequilíbrio ambiental provocado pelas mudanças climáticas causadas pela industrialização e pela queima de combustíveis fósseis.

No entanto, projetos de restauração aplicados em áreas de pastagens e plantações da Amazônia abandonadas há mais de 30 anos mostram que as espécies coloridas estão voltando. Trata-se, segundo os cientistas, de um resgate do patrimônio destruído.